Oficina: Por uma integração geradora de igualdade
alternativas e estratégias desde as mulheres em movimento
Data: 26 de janeiro de 2006
Esta mesa foi composta por Ruana Vasquez, indígena da Guatemala; Lícea, do Chile; Lourdes Vergueiro, do Centro de Estudos sobre a América (Cuba); e Analu Faria, da SOF – Sempre-Viva Organização Feminina (Brasil).
A fala inicial foi da cubana Lourdes Vergueiro, do Centro de Estudos sobre a América:
Comumente, várias pessoas fazem a associação e a co-relação da integração regional com os acordos de livre comércio, o que não é apenas isso. A integração não pode ser considerada como um fim em si mesmo, mas como um dos meios para se consolidar identidades.
Nos últimos anos, observa-se que o panorama de integração está em avanço, principalmente, com o surgimento das redes latino-americanas. O tema do livre comércio apenas abre uma brecha para outros campos de discussão, pois se tem a clareza de que estes acordos se desvinculam cada vez mais dos processos de integração livre. Pois, mais do que criar estratégias para a integração do comércio, o desafio está em se construir uma plataforma comum para a integração dos povos latino-americanos.
Oficina: Transformar a Economia: visões e desafios feministas
Data: 26 de janeiro de 2006
Esta mesa foi composta por Franscine, da Universidade Livre de Bruxelas, e por Ana Telhada, do Peru. A moderação foi de Patrícia, da Oxfam.
Hoje em dia, existe um consenso global a respeito da pobreza mundial. Primeiramente, a pobreza é uma realidade objetiva de muitas pessoas; outra coisa, é a maneira como esta pobreza é apresentada, tendo em vista que se trata de um tema muito difícil.
Pode-se dizer que a pobreza é um problema monetário dentro de uma economia de mercado, onde muitas pessoas não têm acesso a alimentos, saúde, educação, etc. No entanto, uma outra questão é o modo como o Banco Mundial apresenta a pobreza, ou seja, coloca a pobreza muito mais como um problema do indivíduo, que não “aproveita” as oportunidades do mercado, do que como um problema social.
Oficina: Chavismo/ Bolivarianismo e o “Manifesto da Proporcionalidade”
Eixo temático 2: Estratégias imperiais e resistência dos povos
Relato por: José Carbonar – Prefeitura de Palmas/ TO
Data: 28 de janeiro de 2006
Apresentador da oficina: Waldemar de Gregori (Associação Internacional Tri-Uniproporcional)
Esta oficina foi interessante, muito freqüentada, e dirigida de forma científica. O apresentador sempre afirmando que todos devemos ser humanos e ele se colocava como humanista e também as vezes como anarquista;
O assunto era como tudo deve ser feito de acordo com a ciência natural da vida: a vida humana, a vida social, a vida política, a vida econômica e muito especial a vida espiritual;
Oficina: Apresentação dos resultados do Primeiro Encontro Ibero-americano de Cooperativas
Data: 27 de janeiro de 2006
Promotora: Rede Ibero-americana de Integração de Cooperativas e Organizações de Produção Social
Mesa composta pelo Comitê de Acompanhamento da Rede Ibero-americana de Integração de Cooperativas e Organizações de Produção Social
Entre os dias 29 de novembro e 02 dezembro de 2005, em Caracas, ocorreu o Primeiro Encontro Ibero-americano de Cooperativas – A integração dos povos no marco dos princípios da ALBA, contando com a participação de 550 delegados de 18 países. Deste encontro constituiu-se a Rede Ibero-americana de Integração de Cooperativas e Organizações de Produção Social. A partir da demanda dos Grupos de Trabalho (GT) do Encontro formou-se um Comitê de Acompanhamento, com objetivo de garantir a concretização das propostas de cada GT e acordos realizados na Rede, atuando como facilitador. Ary Moraes é o representante do Brasil neste Comitê.
Oficina: Metodologias de Formação para trabalhadores em Autogestão e Economia Solidária
Data: 28 de janeiro de 2006.
Promotora: ANTEAG – Associação Nacional de Trabalhadores e Empresas de Autogestão
Esta mesa foi composta por Patrícia, da Anteag (Brasil) e Lenivaldo Lima, da Usina Catende Harmonia (Brasil)
Um ponto fundamental para se pensar metodologias de formação, quaisquer que sejam, é partir do pressuposto de que a construção do conhecimento deve se dar de forma coletiva, visando a emancipação do sujeito, considerando-o como um sujeito histórico.
Outra coisa que precisa ser pautada é a formação de formadores. Deve haver um esforço individual e coletivo neste sentido, pois muitas verdades se modificam a cada dia e muitos conceitos, por vezes, acabam se cristalizando.
Seminário: Economia popular e solidária como estratégia de desenvolvimento endógeno
Atividade realizada pelo FBES
Data: 28 de janeiro de 2006
A oficina contou com a apresentação de experiências feitas por Ary Moraes, Lenivaldo Lima, Ir. Lourdes Dill e Loiva de Oliveira, da Cáritas (Rio Grande do Sul) e representantes de cooperativas da Venezuela.
Ary iniciou a oficina convidando que os trabalhadores de cooperativas da Venezuela apresentassem sua experiência acerca do desenvolvimento endógeno. Um trabalhador expôs que no Núcleo de Desenvolvimento Endógeno (NUDE) que participa , de Quebrada da Virgem, há quatro comunidades. O trabalho realizado por este NUDE é em prol do meio ambiente, para a recuperação da Quebrada da Virgem, e tem como base a comunidade. As atividades realizadas pelas quatro comunidades envolvem produção de café, apicultura e floricultura.
A construção de cadeias produtivas solidárias
Atividade promovida pelo FBES
Data: 27 de janeiro de 2006.
Mesa composta por: Lenivaldo Lima, da Usina Catende (Pernambuco); Maria Dalvani de Souza, da Coopaçaí (Rondônia); Joana Mota Palheta, do Fórum de Empreendedores Populares (Pará); um companheiro da Argentina; Paulo Palhano, da Rede Abelha (Rio Grande do Norte); e Wilson, do Projeto Vira Lata (São Paulo)
Acesse a apresentação da Rede Abelha em: www.fbes.org.br/?option=com_docman&task=doc_download&gid=109&Itemid=18
Na abertura da oficina, Lenivaldo destacou que no Brasil 2/3 dos trabalhadores são informais. A economia solidária surge neste contexto, porém numa outra lógica: trabalho coletivo, compartilhando os resultados, não separando o saber intelectual do manual, buscando superar a segmentação da produção – consumo – distribuição.
A Cadeia do Algodão foi apresentada por Maria Dalvani. A idéia de organizar esta cadeia surgiu no Fórum Social Mundial de 2005, quando setecentos trabalhadores e trabalhadoras de cooperativas confeccionaram as bolsas juntos. Hoje a cadeia agrega 2000 trabalhadores e trabalhadoras, sua coordenação é composta por representantes das cooperativas escolhidos por região do Brasil que se reúnem todos os meses para planejar, pensar os preços, etc. O impacto do desenvolvimento e da metodologia da cadeia para os Estados e grupos que a compõe supera qualquer atividade formal de formação, segundo Dalvani. Com a criação da marca Justa Trama ocorreu uma transformação, agregaram os conhecimentos, respeitando espaços e diferenças, realizando uma construção onde todos e todas participam. O processo de organização da cadeia trouxe modificações para os trabalhadores que a compõe impossíveis de retroceder. Esta é uma oportunidade que o capitalismo não possibilita: respeito entre as pessoas, educação, capacitação, cultura. “Cada um tem o direito de pintar seu sonho!” A diferença está em chegar na ponta, respeitando a terra, os produtos, as pessoas. O processo inicial foi dolorido, segundo Dalvani, que o comparou à gestação, com dores de parto, “mas agora é tempo de cuidar do fruto que é a Justa Trama”.
VI Fórum Social Mundial – II Fórum Social Mundial das Américas
O FBES participou do Fórum Social Mundial 2006 de Caracas de maneira bastante intensa: levamos uma delegação de 40 pessoas, em que mais da metade eram de empreendimentos solidários, e lá participamos de 8 grandes seminários e da Feira de Comercialização Solidária. Destes 8 grandes seminários, 6 foram atividades construídas em conjunto com algumas das mais de 30 redes internacionais de promoção da Economia Solidária existentes no mundo, e os outros 2 foram atividades próprias do FBES. Seguem abaixo os nomes das 8 atividades:
Seminários realizados com as redes internacionais:
- A construção das Redes de Economia Solidária na América Latina e no mundo: história e perspectivas
- Valores e práticas da Economia Solidária
- Políticas Públicas e Economia Solidária
- Comércio Justo e Economia Solidária
- Economia Popular e Solidária como estratégia de integração regional e cooperação internacional
- Confluência entre o movimento de Economia Solidária e outros movimentos sociais e redes
Seminários específicos do FBES
- A construção de cadeias produtivas solidárias
- Economia Popular e Solidária como estratégia de desenvolvimento endógeno
Negociação sobre a Lei de Regulação do Cooperativismo
Por: Secretaria Executiva do FBES (forum@fbes.org.br)
Há muitos anos sente-se a necessidade e urgência de se estabelecer uma legislação do cooperativismo que dê conta da situação atual deste setor, tão mal amparado pela Lei 5.764 de 1971. Por conta disso, vários projetos de lei foram submetidos à Câmara Federal e ao Senado Federal, mas aparentemente sem maiores avanços, talvez por causa das dificuldades de consensos em torno desta regulamentação.
Em 1969, foi criada a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), que teria como missão representar o cooperativismo no Brasil e monitorar as cooperativas, emitindo certificados de filiação que garantiriam que determinada cooperativa seria autêntica, isto é, que estaria seguindo os princípios do cooperativismo. A partir da lei 5.764/71, a OCB passou a ter o caráter de entidade para-estatal, sendo nomeada por essa lei como órgão técnico-consultivo do governo federal.
Entretanto, o fato de haver apenas uma entidade formalmente nomeada como guardiã do cooperativismo e representante das cooperativas brasileiras leva a uma contradição, visto que a constituição de 1988 prevê, nos incisos XVII e XVIII de seu artigo 5, que “a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização“!
Mobilização pelo direito à aposentadoria d@s trabalhador@s com baixa renda ou sem renda
Fonte: Isabel Silva de Freitas (isabel.freitas@camara.gov.br) Porque vamos a Brasília neste 8 de março? A Campanha Nacional pelo direito à aposentadoria das donas de casa quer entregar ao Presidente da República os milhares de abaixo-assinados recolhidos em todo o...
Economia solidária será tema em encontro do Terceiro Setor
Nos dias 09 e 10 de março de 2006, ocorrerá em Vitória da Conquista/ BA, o Encontro Estadual de Terceiro Setor. A Economia Solidária será tema de uma das mesas do evento. Haverá a participação de representantes do GEP - grupo de Economia Solidária na mesa...
SENAES provome formação para gestores públicos
Fonte: Valmor Schiochet (valmor.schiochet@mte.gov.br)
A SENAES em parceria com a Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária promove este mês vários encontros regionais para formação de gestores públicos. Serão discutidos o incremento desse segmento econômico para inclusão social e as estratégias para a formulação de políticas públicas para os setores populares.
Movimentos unem-se em torno da resistência do povo Guarani
Fonte: CIMI (http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=1736&eid=274) Há 250 anos, acontecia no sul do Brasil uma batalha entre indígenas do povo Guarani que viviam nas missões jesuítas e os exércitos da Espanha e de Portugal. Enquanto os impérios buscavam...
