Fórum Potiguar realiza reunião

Fonte: emerson@aaccrn.org.br

Entre os dias 17 e 18.04, relata Emerson Cenzi, membro do Fórum Estadual de Economia Solidária do RN, ocorreu o “encontro da Coordenação do Fórum Potiguar de Economia Solidária – FPES (40 pessoas mais 20 convidados). Tivemos ampla participação de grupos de base, bem como de alguns representantes do poder público e das instituições de apoio, mudou-se a estrutura e regionalizou-se o fórum, com 05 regiões participando atualmente (Seridó, Mato Grande, Oeste, Natal e Potengi). Aprovamos um regimento geral, que orienta todo o proceso e estrutura do FPES. Assim teremos:

1. Uma Coordenação Estadual composta por 04 Coordenações (e 4 suplentes) tiradas em plenárias nas Regiãos do Estado; 2. Uma Secretaria Executiva com 9 instituições, sendo 5 empreendimentos, 2 assessorias, e 02 do poder publico (a primeira reunião será dia 04/05 em Currais Novos); 3. Três representantes no Fórum Brasileiro de Economia Solidária; 4. Uma plenário ordinária por ano; 5. Plenárias regionais para definir ações e representações de cada Região;

Um aspecto importante foi a noticia que o Conselho Estadual de Ecosol será definitivamente instalado, pois os membros da Sociedade e do poder público já foram escolhidos e a redefinição dos representantes do RN no Fórum Brasileiro de Ecosol”.

Economia solidária: um jeito diferente de consumir

Fonte: Agência Ibase, por Beatriz Gredilha

Não consumir é a forma mais direta de mostrar resistência a grandes corporações, à poluição e à concentração de renda. Deixar de comprar de certas empresas pode ser tanto uma forma de puni-las quanto de impulsionar um outro tipo de comércio.

“No consumo solidário a gente quer não apenas dizer não a essas empresas que poluem, que perseguem sindicalistas, que utilizam mão-de-obra infantil, mas dizer sim a alguma outra coisa. Quando consumimos de um empreendimento de economia solidária passamos a deixar de injetar dinheiro em circuitos acumuladores” explica Eugênia Motta, pesquisadora do Ibase.

A questão comunitária também é muito forte nesse tipo de atividade. A maioria dos empreendimentos de economia solidária tem ações na comunidade da qual faz parte.

“Eles acabam se envolvendo em ações de educação, meio ambiente etc por saberem dos problemas que existem a sua volta. Tornam-se centros, núcleos, que vão para além da organização econômica. Consumir do empreendimento de economia solidária é dar força e fomentar esse tipo de ação”, complementa Eugênia.

Um exemplo de empreendimento solidário bem sucedido é o “Costurando idéias”, iniciativa de um grupo de mulheres do morro Santa Marta, em Botafogo, que há sete anos faz trabalhos com costura e bordados. O grupo esteve presente no Ibase. Este é o primeiro do que pretende ser uma série de encontros com a intenção de refletir, contribuir e ouvir a história de pessoas envolvidas em atividades solidárias.

“Esses encontros são importantes porque, além de dar visibilidade a grupos de produção solidária, sensibilizam as pessoas para um outro tipo de economia, que valoriza o comércio justo e a produção coletiva e autogestionada. Essa outra economia, entre outras coisas, valoriza não só o produto, mas o produtor”, afirma Cristina Lopes, pesquisadora do Ibase.

O desafio da institucionalização da economia solidária

Fonte: Agência Ibase

Texto de Josinaldo Aleixo*

É “natural” que todo movimento social passe por um processo de institucionalização. Weber (aí me perdoem os amigos(as); sociólogos(as); as pessoas mais envolvidas com teoria do que eu) falava em “tipo seita” e “tipo igreja”, discutindo sobre diferentes fases pelas quais passavam os grupos que, na sociedade, propunham qualquer tipo de novidade política ou social.

No primeiro tipo, esses grupos são marcados pela horizontalidade, pela maior democracia e participação de seus membros, por práticas social e politicamente inovadoras, na contramão das instituições as quais se contrapõem. Um exemplo foi a Revolução Puritana Inglesa.

No segundo tipo, Weber assinala que os movimentos “tipo seita” vão se calcificando devido à necessidade de institucionalização, ao desejo de adesão de grupos ou indivíduos que nem sempre compactuavam com as práticas e idéias mais radicais. Aqui a necessidade de autoridade, regras claras e amarradas tomam forma, as “bases” são desconsideradas significativamente, se comunicam com a cúpula do movimento pelos canais institucionalizados de participação, geralmente baseados na democracia representativa. Brilhante o Weber – este filme muitos(as) de nós já vimos “triquentas” vezes – longe de dizer que a institucionalização de qualquer movimento é indesejável, quero dizer que a forma como se dá é que o é.

A Economia Solidária passa por um forte movimento de institucionalização. Sua trajetória política é distinta de outros movimentos sociais com os quais muitos(as) de nós temos familiaridade. Diferentemente desses movimentos que tiveram que lutar doidamente por espaços de interlocução e formulação de políticas públicas junto ao Estado, o movimento de economia solidária emerge numa conjuntura na qual o Estado se abre a suas propostas. Inicia-se um forte processo de institucionalização que consiste no acolhimento das propostas do movimento de Economia Solidária no qual a luta social se dá basicamente pela participação no espaço público. São coisas da democracia e da estada no controle do governo de grupos sociais, muitos dos quais vindos da base da sociedade.

II Feira de Economia Solidária da Mesorregião do Campo das Vertentes

Fonte: jean_ufsj@yahoo.com.br

A Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal de São João del Rei – ITCP/UFSJ estará promovendo a II Feira de Economia Solidária da Mesorregião do Campo das Vertentes , no Campus Santo Antonio/ UFSJ, entre os dias 21 e 22 de abril. Durante a feira haverá momentos de divulgação da ES,clube-trocas e venda de produtos artesanais e serviços. Haverá também apresentações culturais e o lançamentos do Livro ” Cooperativismo Popular e Redes Solidárias” e do “Selo Sol “.

Seminário discutirá alternativas para combater o trabalho escravo

Fonte: Cáritas Notícias

Desenvolvido em Vargem Grande (MA), o projeto Trilhas de Liberdade tem o objetivo de combater o trabalho escravo a partir de alternativas de desenvolvimento solidário e sustentável, por meio do Programa de Economia Popular Solidária (EPS).

O problema central detectado no projeto é a vulnerabilidade dos/as trabalhadores/as nas comunidades atendidas devido à precariedade dos sistemas produtivos, o pouco uso de tecnologias adequadas e a baixa consciência agroecológica, entre outros. Que alternativas são viáveis para a mudança desse cenário? É o que se discutirá no seminário “Economia Solidária combatendo o Trabalho Escravo no Baixo Parnaíba”, em 5 de maio. O projeto Trilhas da Liberdade é realizado pela Cáritas Regional Maranhão, em parceria com a Catholic Relief Services (CRS) Brasil.

Trabalho escravo – Entre 1995 e 2005, mais de 15 mil trabalhadores/as foram libertados/as do trabalho escravo por grupos móveis de fiscalização, formados por fiscais do Ministério do Trabalho, policiais federais e procuradores do Ministério Público do Trabalho. Foram fiscalizadas 1.368 fazendas em 364 operações, de acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ONG Repórter Brasil.

O desafio da institucionalização da economia solidária

Fonte: www.ibase.org.br, por Josinaldo Aleixo*

É “natural” que todo movimento social passe por um processo de institucionalização. Weber (aí me perdoem os amigos(as); sociólogos(as); as pessoas mais envolvidas com teoria do que eu) falava em “tipo seita” e “tipo igreja”, discutindo sobre diferentes fases pelas quais passavam os grupos que, na sociedade, propunham qualquer tipo de novidade política ou social.

No primeiro tipo, esses grupos são marcados pela horizontalidade, pela maior democracia e participação de seus membros, por práticas social e politicamente inovadoras, na contramão das instituições as quais se contrapõem. Um exemplo foi a Revolução Puritana Inglesa.

Bancos comunitários financiam R$ 800 mil/ano

Fonte: Jornal O Povo, por Adriana Albuquerque

Embora ainda pequenos, se considerado o universo financeiro do País, os bancos comunitários desempenham importante papel para as comunidades de baixa renda. Suas ações, metas e perspectivas são o foco do debate de hoje até sexta-feira no Sesc Iparana

Os 13 bancos comunitários atualmente em operação no País movimentam em torno de R$ 800 mil ao ano. Unidos em uma rede que em breve deve ganhar outros 10 afiliados já em fase de implantação, eles beneficiarão cerca de cinco mil famílias de baixa renda em 2007, com serviços de crédito produtivo ou em moeda social. Mas eles querem mais: a meta é conseguir ampliar o fundo de crédito de forma que possam disponibilizar às comunidades a soma de R$ 10 milhões em empréstimos até 2010, atingindo cerca de 500 mil famílias, com mil bancos em operação. As estratégias para chegar a este objetivo são um dos pontos a serem discutidos durante o II Encontro da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, que ocorre de hoje até sexta-feira no Sesc Iparana.

Abertas as inscrições para o 1º Concurso Economia Solidária da UFGD

Fonte: http://www.agorams.com.br/index.php?ver=ler&id=99605

Concurso premiará os três melhores artigos acadêmicos sobre o empoderamento da mulher

A Universidade Federal da Grande Dourados, juntamente com a Superintendência da Economia Solidária, a Ong Mulheres em Movimento e a Coordenadoria de Política Pública para Mulheres abre o 1º Concurso Economia Solidária – que reunirá os melhores artigos escritos sobre o tema “Economia Solidária e o Empoderamento da Mulher no Município de Dourados – MS”.

As inscrições para o Concurso começaram ontem (15/04) e vão até o dia 15 de maio e estão abertas para os acadêmicos/as de todos os cursos da UFGD. O objetivo é fomentar reflexões acerca do tema e incentivar o desenvolvimento de pesquisas que demonstrem a importância das iniciativas desta política pública para o empoderamento da mulher e para a geração de trabalho e renda.

Economia solidária precisa de investimentos em infra-estrutura e capacitação, diz coordenador

Fonte: Agência Brasil, por Bárbara Lobato, acessado em http://www.folhadaregiao.com.br/link.php?codigo=66299

O coordenador do Departamento de Formação da Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Roberto Marinho, avalia que o setor necessita de mais recursos públicos para se consolidar no país.

“A economia solidária precisa de investimentos em infra-estrutura e de formação capacitada. Só assim há a possibilidade de que as atividades econômicas gerem igualdade social e financeira, disse, acrescentando que o ministério pretende investir em 2007 cerca de R$ 48 milhões em feiras, cursos de formação e fortalecimento de cooperativas.

Marinho é um dos participantes da 2º Oficina Nacional de Formação promovida pelo Fórum Brasileiro de Economia Solidária, que termina hoje (18) em Brasília. Uma das idéias debatidas no encontro é a busca de novas propostas para o crescimento do setor.

Software livre combate privatização do saber, diz secretário nacional

Fonte: Redação PSL – Brasil

O secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, defendeu hoje o uso de programas de computador com código aberto como forma de estimular a democracia. – A economia solidária é uma economia que, ao contrário do capitalismo – sistema que valoriza a competição –, preza a igualdade. A igualdade é a mesma base do software livre – afirmou durante o 8º Fórum Internacional Software Livre (fisl), em Porto Alegre.

Singer explicou que empresas que trabalham dentro do conceito de economia solidária buscam o compartilhamento das informações, fazendo com que não apenas os diretores, mas todos os trabalhadores, sejam capazes de tomar decisões conjuntas.

– Esse compartilhamento de saberes é um compartilhamento de poder. Numa empresa democrática, os dois são compartilhados. O software livre tem esse mesmo princípio, e por isso é importantíssimo para combater a privatização do saber – disse.

Paul Singer: sindicatos devem apoiar economia solidária

Fonte: SindBancários

O secretário nacional de economia solidária do governo Lula, o economista Paul Singer, fez uma provocação ao visitar, na quinta-feira, dia 12/04, a Casa dos Bancários, no centro da Capital. Singer defendeu que os sindicatos diversifiquem a atuação. Além de representar a base empregada, as entidades deveriam apoiar trabalhadores que perderam emprego. “Podem ajudá-los a formar cooperativas para disputar, por exemplo, o mercado das terceirizações. Se houver iniciativas, nós apoiamos”, comprometeu-se. A experiência do SindBancários, que já abre espaço para empreendimentos de economia solidária, foi elogiada. O Café-bar e loja Mundo Paralelo é uma parceria com a Cooperativa de Consumo e Comercialização Popular Solidário (Consol).

IBASE contrata consultoria especializada

Fonte: www.ibase.org.br

Ibase contrata instituição para a elaboração de produtos como parte do projeto “Estudos sobre autogestão e economia solidária para subsidiar a formulação de políticas públicas e o movimento de economia solidária”. O projeto tem como objeto o banco de Dados do Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (Sies). Os critérios de seleção da instituição serão os seguintes: a) experiência reconhecida em pesquisa no campo de economia solidária, especialmente pesquisa quantitativa; b) existência de grupo de pesquisa com tema de trabalho no qual se adeqüe a metodologia de trabalho necessária para a elaboração do produto. Clique aqui para fazer o download do Edital e o Termo de Referência.

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