Vídeos e textos do curso Redes Sociais

Relato de Egeu Laus (egeulaus@terra.com.br) Participei ativamente do seminário e oficinas na Coppe da UFRJ aqui no Rio, ministradas pela antropóloga Larissa Lomnitz, formada pela Universidade da Califórnia e doutora pela Universidade do México. O trabalho foi...

Federal do MS fomenta economia solidária no campus

Fonte: Mirian Aveiro (mirian@nin.ufms.br)

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul-UFMS, promove entre os dias 19 e 20 de dezembro de 2008, a “I mostra da produção e Cosnumo solidário na UFMS”. O objetivo do evento é estímular o consumo solidário, enfatizando os métodos de produção: desde a matéria-prima utilizada, as pessoas que participaram no processo, e a quem estará beneficiando. As principais atividades do evento serão: exposição com empreendedores solidários em artesanatos, produção da agricultura familiar, alimentação, apresentações culturais e oficinas de capacitação. Participarão do evento os produtores dos assentamentos rurais Incubados e grupos convidados.

Pire Limpeza já é realidade

Fonte: Neusa Gripa (neusagripa@hotmail.com)

Será inaugurada neste dia 11 de dezembro as 10:30 hs em Dourados, Mato Grosso do Sul, a Micro-Empresa cooperada de manipulação de materiais de higiene e limpeza em geral. A Pire Produtos de Limpeza inicia suas atividades integrando como sócios 17 famílias na produção e comercialização com os princípios da Economia solidária: da solidariedade, do trabalho coletivo, da autogestão, da cooperação, da ética e da justiça e, principalmente da defesa e respeito ao meio ambiente.

Fórum Bahiano de Economia Solidária organiza plenária

Fonte: Secretaria Executiva do FBES (forum@fbes.org.br)

No próximo dia 12 de dezembro, quarta-feira, acontecerá mais uma plenária do Fórum Bahiano de Economia Solidária. O encontro está marcado para ocorrer na tenda principal no Jardim dos Namorados, Pituba, Salvador, entre 9h e 16h.

O encontro, que reunirá os/as representantes indicados pelos territórios e segmentos da economia solidária do estado e debaterá os seguintes pontos de pauta:

Instalação da mesa coordenadora, facilitador e relatoria;

Apresentação de delegados/as (por território) e convidados/as;

Leitura do relatório de plenária estadual de novembro/2007 (Papagaio, Feira de Santana) e aprovação (somente por delegados que participaram em 2007);

Apresentação de proposta de regimento interno do FBaES, discussão e aprovação;

Discussão de proposta de estruturação do FBaES em 2009 (base para projetos);

Indicação dos territórios da coordenação estadual 2009 (até 03 por território, do qual ao menos 02 empreendimentos);

Eleição da coordenação executiva 2009 do FBaES.

Informações sobre a Plenária: Martin Van Gastel (cealnor.comsol@terra.com.br)

VIII Reunião da Coordenação Nacional do FBES

VIII Reunião da Coordenação Nacional do FBES

Fonte: Secretaria Executiva do FBES (forum@fbes.org.br)

Ocorreu no Distrito Federal, cidade do Gama, entre os dias 27 e 30 de novembro, a VIII Reunião da Coordenação Nacional do FBES. O evento reuniu aproximadamente cem pessoas de todo o país: representantes de empreendimentos solidários, de entidades e redes nacionais e de gestores públicos. Foram quatro dias de reflexão, debate e retirada de importantes encaminhamentos de atuação do FBES até a realização de sua próxima plenária nacional (2011).

O relatório final da reunião está em fase de elaboração e, em breve, será disponibilizado. Dentre os importantes resultados estão:

Eleição da nova Coordenação Executiva do FBES;

Definição das seis linhas de ação do FBES para os próximos três anos;

Deliberação sobre os itens do anexo A do relatório da IV Plenária;

Definição das entidades com comprovada atuação nos Fóruns Estaduais de Economia Solidária, que foram: Anteag,Cáritas, IMS, Rede de ITCPs, Unicafes, Unisol e Unitrabalho;

Criação de 3 GTs: GT de Gênero, GT de Finanças Solidárias e GT para elaborar estratégias para a construção de proposta e mobilização pela política pública de Economia Solidária;

Definição de tarefas prioritárias para a nova Coordenação Executiva (estratégia de sustentabilidade; política de alianças com movimentos sociais; elaboração de estratégia de relações internacionais, gestão da informação, dentre outros.

Durante a reunião, duas importantes mesas de diálogo foram realizadas. No dia 28.11, o encontro foi com representantes de movimentos sociais. Estiveram presentes o MST Nacional, o Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional; a Articulação Nacional de Agroecologica, o Fórum de Educação de Jovens e Adultos; o FACES do Brasil e a Marcha Mundial de Mulheres.

V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária

V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária

Fonte: Rozi Billo (rozi@ibase.br)

De 26 a 30 de novembro, o Brasil Rural Contemporâneo se reúne no Rio de Janeiro, na V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. É maior exposição e venda de produtos da agricultura familiar brasileira e a oportunidade para conhecer o universo formado por 4,1 milhões de propriedades que produzem 70% dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros.

Na Marina da Glória, o Brasil Rural Contemporâneo será representado por 550 grupos de produtores, que vão expor e comercializar seus produtos em 480 estandes que ocupam 25 mil metros quadrados.

A relação entre as finanças e a economia da produção e do consumo

Autor: Paul Singer

Para superar a crise financeira e impedir que ela lance a economia real em recessão, é essencial que o crédito seja restaurado, o que possivelmente exigirá uma intervenção efetiva do poder público nos bancos. Se os governos não fizerem isso, é provável que o dinheiro público injetado nos bancos seja entesourado, porque é o que todos os agentes privados fazem enquanto o pânico perdura.

(…)

O inter-relacionamento entre as finanças e a economia real Historicamente, as finanças modernas surgiram desde o século XIV, na Europa Ocidental para financiar os governos monárquicos, principalmente suas guerras e suas alianças matrimoniais. Em muitos países, os primeiros bancos eram oficiais, possuídos por autoridades nacionais ou locais. No Brasil, nosso primeiro banco foi criado por D.João VI no início do século XIX e permaneceu sob controle do governo imperial até a Proclamação da República, sendo a criação de bancos privados mal tolerada pelo poder público.

A conhecida propensão das finanças entrarem em crise, como vimos acima, provoca praticamente sempre uma forte intervenção estatal no setor, tendo em vista preservar a normalidade dos negócios financeiros e muitas vezes com o propósito explícito de proteger a economia real das emanações destrutivas da crise financeira. Em diversos países, todos os intermediários financeiros chegaram a ser estatizados e ficaram nesta condição por anos, até que algum governo resolveu reprivatizá-los..

Sem considerar o papel do Estado é impossível compreender o inter-relacionamento entre as finanças e a economia real. Atualmente, as finanças de cada país são constituídas majoritariamente por entidades privadas, mas sob controle e fiscalização do Banco Central. As finanças são quase sempre dominadas por um número reduzido de grandes entidades, que constituem complexos financeiros com atuação em quase todas modalidades financeiras, desde os bancos de varejo e os bancos de investimento atacadistas (que lidam apenas com grandes inversores) até as companhias de seguro, os fundos de investimentos, as companhias de cartões eletrônicos etc..

(…)

Finalmente, o mercado de capitais teria de ser reformulado, tendo em vista não só coibir a especulação, mas também reconstruir os laços entre o investidor privado e o empreendimento em que ele é sócio. Neste sentido, seria necessário retirar a presente “liquidez” dos investimentos, que hoje podem ser colocados numa firma e retirados depois num piscar de olhos e quase sem custos. Entre as idéias que me ocorrem uma seria limitar o número de sócios de cada firma, de modo que seja possível a cada um participar efetivamente da administração da mesma, pelo menos na condição de membro duma assembléia de acionistas com influência real sobre a empresa. Só assim, propostas de cogestão de empresas por proprietários, empregados e representantes dos clientes p.ex. poderiam ser viáveis.

Abertas as inscrições de atividades culturais para o FSM 2009

Fonte: João José Correa (jcorrea@fase-pa.org.br)

Para inscrever uma atividade artístico-cultural, como teatro, cinema, música, literatura, artes visuais, dança, contação de histórias, entre outros, para o Fórum Social Mundial 2009 é necessário estar de acordo com a Carta de Princípios e com o Termo de Referência de Cultura do FSM. O período de inscrições para manifestações culturais independentes segue até o dia 12 de dezembro.

Fórum Mineiro de Economia Solidária organiza Feiras Regionais

Fonte: Boletim do Dep. André Quintão (newsletter@andrequintao.com.br)

Oito Feiras de Economia Popular Solidária, com expositores de produção urbana e rural, serão realizadas em diversas regiões de Minas Gerais a partir de 12 de dezembro, aproveitando o bom período de vendas do Natal para beneficiar os empreendimentos. É a primeira vez que o Fórum de Economia Solidária de Minas Gerais realiza feiras simultâneas abrangendo todas as regiões do Estado. Os recursos para a realização dos eventos foram frutos da articulação do Fórum junto ao Deputado André Quintão (PT) que disponibizou uma emenda parlamentar, no Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG – 2008/2011), no valor de R$ 350 mil para o fomento da comercialização dos empreendimentos de EPS.

Seminários Regionais sobre Comercialização Solidária

Fonte: Secretaria Executiva FBES e Comissão Nacional para os Seminários

A partir da realização do Encontro Nacional de Comercialização Solidária, ocorrido no entre os dias 09 a 11 de Julho de 2008, em Santa Maria/RS, foi iniciada a mobilização e organização de Seminários Regionais sobre Comercialização Solidária.

A proposta é realizar, após os seminários regionais, um encontro nacional durante o FSM, com os resultados e debates dos regionais, e assim partir para a realização de seminários estaduais.

O FBES, juntamente com FACES, FBES, ECOJUS, UNISOL, UNICAFES, SDT/MDA e SENAES/MTE, está animando e coordenando este processo, que tem como objetivos:

Ampliar as compreensões sobre concepções e práticas das políticas (ou instrumentos de) em curso, a saber: SNCJS, SECAFES, BSC’s.

Possibilitar a construção/ampliação de uma identidade comum em torno da Comercialização Solidária para que se possa ter avanço no campo da articulação de idéias, práticas, proposições que contribuam pra se pensar uma política nacional de fomento.

Potencializar uma articulação em rede das diversas iniciativas (governamentais e não governamentais) que atuam com foco na Comercialização Solidária, considerando a necessária articulação entre rural e urbano.

Acompanhe e contribua com a construção do seminário em sua região!

Seminário: Agricultura Familiar e Alimentação Escolar

Fonte: Secretaria Executiva FBES

Durante a 5ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária acontecerá o Seminário: Agricultura Familiar e Alimentação Escolar (28-29/11). Com este seminário busca-se a socialização de experiências de compra da alimentação escolar de produtores da agricultura familiar, a localização de experiências e caracterização dos processos de compra de alimentos e da organização dos produtores

O FBES tem contribuído no debate em torno das compras públicas para alimentação, tendo participado do II Seminário do Programa de Aquisição de Alimentos.

No seminário sobre alimentação escolar e agricultura familiar que acontecerá no RJ, o FBES estará representando por Rosemary Gomes.

Segurança Alimentar e Nutricional: direito fundamental

Fonte: Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição

Os direitos humanos são um conjunto de valores básicos e irrenunciáveis. São os direitos que os seres humanos possuem, única e exclusivamente por terem nascido e serem parte da espécie humana.

O direito humano à alimentação adequada (DHAA) é parte dos direitos fundamentais da humanidade, que foram definidos em um pacto mundial, do qual o Brasil é signatário. DHAA é um conjunto de condições necessárias e essenciais para que todos os seres humanos, de forma igualitária e sem nenhum tipo de discriminação, existam, desenvolvam suas capacidades e participem plenamente e dignamente da vida em sociedade. É ainda, um direito indivisível, universal e não discriminatório que assegura a qualquer ser humano o direito a se alimentar de forma saudável e condizente com seus hábitos culturais.

A segurança alimentar e nutricional (SAN) pressupõe a garantia do direito humano à alimentação adequada. A SAN é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.

Promover a Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, nesta perspectiva é uma responsabilidade coletiva da sociedade organizada em estado (governo, sociedade civil sem fins lucrativos e setor empresarial), que deve buscar articular as iniciativas governamentais (políticas, programas e ações) e não governamentais em políticas públicas capazes de garantir a realização do Direito Humano à Alimentação para todos.

Nem o governo nem as organizações da sociedade civil, agindo isoladamente, têm condições de garantir a SAN da população de modo eficaz e permanente. O esforço para ação conjunta é fundamental, de modo que cada parte cumpra suas atribuições específicas, utilizando os recursos existentes de forma mais eficiente e com mais qualidade.

Existem, no Brasil, diversas organizações, redes e outras formas de articulação da sociedade civil no contexto da SAN, porém, vale destacar o papel do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional (FBSAN). O FBSAN, bem como os respectivos fóruns estaduais e municipais a ele filiados, chama a si a função de trabalhar a intersetorialidade existente no tema, apresentando-se como principal interlocutor para a concepção estratégica de uma Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

O FBES integra o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), o qual é um instrumento de articulação entre governo e sociedade civil na proposição de diretrizes para as ações na área da alimentação e nutrição. Instalado em janeiro de 2003, o Conselho tem caráter consultivo e assessora o Presidente da República na formulação de políticas e na definição de orientações para que o país garanta o direito humano à alimentação.

A garantia da Segurança Alimentar e Nutricional para todos deve ser um dos eixos de uma estratégia de Desenvolvimento Social para o Brasil e que exige, para sua implementação, uma parceria efetiva entre governo e sociedade civil, na qual prevaleça o respeito mútuo e complementaridade de ações, ao invés de subordinação8.

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