Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade

Fonte: http://www.sof.org.br/marcha

A Marcha Mundial das Mulheres é uma ação do movimento feminista internacional de luta contra a pobreza e a violência sexista. O combate à pobreza e à violência feita as mulheres continua a ser o eixo de nossa intervenção, sempre com uma forte ação feminista e anti-capitalista na luta pela igualdade, justiça, distribuição de renda, recursos e poder.

Segue trecho da Mundial das Mulheres para a Humanidade:

” Esta Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade faz um chamado a todas as mulheres e homens e a todos os grupos oprimidos do planeta a proclamarem individual e coletivamente seu poder para transformar o mundo e modificar radicalmente as relações existentes e transformá-las em relações baseadas na igualdade, na paz, na liberdade, na solidariedade e na justiça. Ela chama todos os movimentos sociais e a todas as forças sociais a agir para que os valores que defendemos nesta Carta sejam verdadeiramente postos em prática, e para que as instâncias de poder político tomem todas as medidas necessárias para sua aplicação.

Ela faz um chamado à ação imediata para mudar o mundo!

(…)

Solidariedade

1. A solidariedade internacional é promovida entre as pessoas e os povos sem nenhum tipo de manipulação ou influência.

2. Todos os seres humanos são interdependentes. Partilham o dever e a vontade de viver juntos, de construir uma sociedade generosa, justa e igualitária, baseada no exercício dos direitos humanos, isenta de opressão, de exclusões, de discriminações, de intolerância e de violências.

3. Os recursos naturais, os bens e os serviços necessários para a vida de todas e de todos são bens e serviços públicos de qualidade aos quais cada pessoa tem acesso de maneira igualitária e eqüitativa.

4. Os recursos naturais são administrados pelos povos que vivem nos territórios onde eles se encontram, de respeitando o meio ambiente e atuando para sua preservação e sustentabilidade.

5. A economia de uma sociedade está a serviço daquelas e daqueles que a compõem. Ela é dirigida à produção e intercâmbio das riquezas socialmente úteis, que são distribuídas entre todas e todos, que garantem principalmente a satisfação das necessidades coletivas, eliminam a pobreza e asseguram um equilíbrio entre o interesse geral e os interesses individuais. Ela garante a soberania alimentar. Ela se opõe à busca exclusiva do lucro e à acumulação privada dos meios de produção, das riquezas, do capital, das terras, das tomadas de decisão nas mãos de alguns grupos ou de algumas pessoas.

6. A contribuição de cada uma e de cada um para a sociedade é reconhecida e independente da função que ocuparem todas as pessoas gozam de direitos sociais.

7. As manipulações genéticas são controladas. Não existe direito de propriedade sobre o ser vivo nem sobre o genoma humano. A clonagem humana é proibida.”

O comércio justo e solidário: análise do FACES do Brasil

Fonte: http://facesdobrasil.colivre.coop.br

O atual contexto brasileiro demonstra a importância de desenvolvermos ações para a consolidação do comércio justo e solidário como política de desenvolvimento social e alternativa de trabalho e renda, tanto em nível político como econômico.

A afirmação do bom contexto político se justifica pelo envolvimento das entidades públicas e privadas na construção do SNCJS e também pela quantidade de atores da produção, comercialização e consumo solidários, articulados em redes locais e nacionais, que hoje conhecem, participam e opinam no processo de construção do marco jurídico e político desta proposta. O lançamento de editais de apoio direto à comercialização por mais de uma secretaria de estado, entre outros órgãos públicos, também é prova desta afirmação.

Desde o ponto de vista econômico, o contexto também se coloca favorável pelos dados de produção e do consumo solidários: na ponta da produção temos 21.854 empreendimentos econômicos solidários (reconhecidos pela pesquisa nacional feita pela SENAES/MTE), que operam R$ 191.451.037,00 por ano, entre produção agrícola, artesanal, alimentício e têxtil.

Na ponta do consumo, os dados apontam que o potencial de demanda por produtos alternativos cresce em taxas de 20% ao ano (conforme estudos do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), muitas vezes não concretizado por falta de canais de venda e distribuição destes produtos. Ou seja, a consolidação do comércio justo já encontra justificativa, tanto em nível de oferta quanto de demanda, os que faltam são canais de aproximação entre produtores e consumidores.

E isto também se justifica pelo fato de que quase 70% desses 21.859 empreendimentos reconhecidos como da Economia Solidária no Brasil, apontaram a comercialização como o grande obstáculo na consolidação de seus empreendimentos. Empreender tarefas que facilitem o acesso ao mercado e à construção de novos canais solidários de comercialização, são a ordem mais prioritária para a força desta nova economia.

Ainda dentro deste estudo, percebemos a limitação do alcance das vendas destes EES. Do total, 80% comercializam no seu município através de venda direta (para intermediários locais), e apenas 2,8% conseguem alcançar o mercado nacional. Por outro lado, a concentração do consumo, em nosso país é enorme, onde apenas um Estado (São Paulo) concentra 60% de poder de compra do país.

Todos estes dados (pobreza, precarização das relações de trabalho formal, insustentabilidade dos atuais padrões de produção e consumo) põem lado a lado, o contexto brasileiro, desafios e potencialidades, na medida que requerem uma planificação integrada de ações enfocadas na busca de fomento, reconhecimento, difusão e consolidação do comércio justo em suas três dimensões: a) a econômica: através da efetiva criação de canais justos e solidários de comercialização em escala nacional, b) a educativa: através de ações de promoção do conceito, sensibilização e conscientização de produtores, comerciantes, técnicos e consumidores para o conceito e para a prática destas novas mudanças, e a c) política: que garanta, efetivamente, que todo este movimento seja aproveitado em pró do objetivo final de promoção de Justiça e Equidade Social.

Por fim, uma conjuntura dinâmica, que a justifica. Este é o contexto a partir da qual o comércio justo no Brasil se insere.

A Agroecologia e a relação com os mercados

Fonte: http://www.agroecologia.org.br

A Carta Política do II Encontro Nacional de Agroecologia, realizado em junho/2006, afirma a necessidade de um nova relação econômica distinta da competição e da exploração da/o trabalhador/a e da natureza, baseada em valores de solidariedade e cooperação, tendo como uma prática os Sistemas Participativos de Garatia.

Segue o texto da Carta Política sobre a agroecologia e a relação com os mercados.

“Os mercados, na sua configuração hegemônica atual, representam o principal instrumento de expressão e de reprodução do agronegócio. A construção da agroecologia implica no desenvolvimento de novos valores que fundamentem as relações dos trabalhadores e trabalhadoras do campo com os mercados.

A diversidade de condições nas quais a agroecologia vem sendo construída na prática demanda o emprego de diferentes estratégias de organização e comercialização, que devem necessariamente se basear em alguns pressupostos: i) os mercados devem ser concebidos como um meio de realização de trocas econômicas e não como um fim em si; ii) o produto agroecológico deve ser acessível a todos e todas; iii) novas relações com os mercados devem ser estabelecidas em bases éticas e solidárias e fundamentadas em alianças entre produtores e consumidores; iv) as atividades produtivas voltadas para os mercados devem ser desenvolvidas de forma a garantir e fortalecer as produções orientadas para o auto-consumo das famílias produtoras.

Os mercados locais e a venda direta têm se mostrado, em várias regiões do Brasil, espaços privilegiados para a construção de relações mais justas e favoráveis às famílias produtoras e consumidoras. As feiras agroecológicas e outras modalidades de comercialização local, além de suas funções econômicas, têm sido também espaços de aprendizado e de fortalecimento de laços de vida comunitária. As mulheres têm desempenhado um importante papel nesses espaços, não só comercializando alimentos, como também falando sobre seu valor nutricional. Mas continua existindo preconceito por parte das famílias e da sociedade para o exercício dessa atividade por mulheres; seus produtos muitas vezes têm valor mais baixo; e o artesanato não é considerado como produto da agricultura familiar pelo conjunto dos programas de políticas públicas.

Apesar das grandes vantagens desses mercados, os problemas de infra-estrutura e os custos, em particular os relacionados ao transporte dos produtos, têm limitado o acesso de um número mais expressivo de famílias a eles. O enfrentamento desses obstáculos através de iniciativas inovadoras que congregam organizações de produtores e poderes públicos locais sugere caminhos para que sejam implementadas políticas públicas mais abrangentes nesse sentido. (…) é necessário que processos de formação e intercâmbio sejam criados para que os procedimentos de gestão e as estratégias comerciais dos empreendimentos sejam aprimorados. É nesse mesmo terreno que devem ser fortalecidas as diferentes formas de organização de produtores e o exercício de cooperação entre elas, particularmente através de redes que assegurem o estabelecimento de relações comerciais distantes, mas assentadas nos mesmos valores éticos que vêm pautando as relações diretas entre produtores e consumidores de produtos agroecológicos. As organizações de consumidores devem ser estimuladas para que também assumam o desafio de construir relações mais justas nos mercados.

Os Sistemas Participativos de Garantia que vêm sendo praticados em todas as regiões do Brasil devem ser conhecidos e fortalecidos. Além disso, também devem ser amplamente divulgadas informações sobre a legislação e regulamentação da produção agroecológica, principalmente as possibilidades legais de venda direta sem certificação e as diferentes formas de avaliação da conformidade.

A comercialização de produtos agroecológicos requer a implementação de políticas públicas que garantam estabilidade e segurança nas relações que organizações de produtores estabelecem com mercados. O Programa de Aquisição de Alimentos da Conab tem exercido um papel importante nesse sentido e por isso defendemos sua continuidade e ampliação. Simultaneamente, defendemos a criação no Pronaf de linhas de crédito para a constituição de capital de giro.”

Segurança Alimentar e Nutricional: direito fundamental

Fonte: Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição

Os direitos humanos são um conjunto de valores básicos e irrenunciáveis. São os direitos que os seres humanos possuem, única e exclusivamente por terem nascido e serem parte da espécie humana.

O direito humano à alimentação adequada (DHAA) é parte dos direitos fundamentais da humanidade, que foram definidos em um pacto mundial, do qual o Brasil é signatário. DHAA é um conjunto de condições necessárias e essenciais para que todos os seres humanos, de forma igualitária e sem nenhum tipo de discriminação, existam, desenvolvam suas capacidades e participem plenamente e dignamente da vida em sociedade. É ainda, um direito indivisível, universal e não discriminatório que assegura a qualquer ser humano o direito a se alimentar de forma saudável e condizente com seus hábitos culturais.

A segurança alimentar e nutricional (SAN) pressupõe a garantia do direito humano à alimentação adequada. A SAN é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.

Promover a Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, nesta perspectiva é uma responsabilidade coletiva da sociedade organizada em estado (governo, sociedade civil sem fins lucrativos e setor empresarial), que deve buscar articular as iniciativas governamentais (políticas, programas e ações) e não governamentais em políticas públicas capazes de garantir a realização do Direito Humano à Alimentação para todos.

Nem o governo nem as organizações da sociedade civil, agindo isoladamente, têm condições de garantir a SAN da população de modo eficaz e permanente. O esforço para ação conjunta é fundamental, de modo que cada parte cumpra suas atribuições específicas, utilizando os recursos existentes de forma mais eficiente e com mais qualidade.

Existem, no Brasil, diversas organizações, redes e outras formas de articulação da sociedade civil no contexto da SAN, porém, vale destacar o papel do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional (FBSAN). O FBSAN, bem como os respectivos fóruns estaduais e municipais a ele filiados, chama a si a função de trabalhar a intersetorialidade existente no tema, apresentando-se como principal interlocutor para a concepção estratégica de uma Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

O FBES integra o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), o qual é um instrumento de articulação entre governo e sociedade civil na proposição de diretrizes para as ações na área da alimentação e nutrição. Instalado em janeiro de 2003, o Conselho tem caráter consultivo e assessora o Presidente da República na formulação de políticas e na definição de orientações para que o país garanta o direito humano à alimentação.

A garantia da Segurança Alimentar e Nutricional para todos deve ser um dos eixos de uma estratégia de Desenvolvimento Social para o Brasil e que exige, para sua implementação, uma parceria efetiva entre governo e sociedade civil, na qual prevaleça o respeito mútuo e complementaridade de ações, ao invés de subordinação8.

Informes da Coordenação Executiva

Fonte: Secretaria Executiva do FBES

A Coordenação Executiva atua na gestão política cotidiana do FBES, fazendo a interlocução com outros movimentos e com o governo federal, e acompanha o trabalho da Secretaria Executiva Nacional.

Esta instância foi criada na V Reunião da Coordenação Nacional, em novembro/ 2005. Desde sua criação a Coordenação Executiva manteve uma dinâmica de reuniões presenciais bimestrais/ trimestrais e virtuais eventuais. Neste período, também, mobilizou e coordenou os processos de encontros regionais de Fóruns de Economia Solidária (2006/2007 e 2008) e de realização da IV Plenária Nacional de Economia Solidária.

A SENAES foi um dos interlocutores constantes da Coordenação Executiva, tendo sido realizadas reuniões periódicas com a secretaria e em conjunto com o Conselho Nacional de ES, FBES e SENAES foi realizado o Seminário Nacional Avanços, Desafios e Perspectivas da Economia Solidária. Junto ao Governo Federal, o FBES também mantém diálogos com Ministério do Desenvolvimento Social, Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Secretaria-Geral da Presidência da República.

A relação com outros atores da sociedade civil está em processo, sendo que a IV Plenária e VIII Reunião da Coordenação Nacional consolidam alianças importantes para a economia solidária no campo dos movimentos sociais.

A ampliação da articulação entre os Fóruns Estaduais, o permanente compromisso com a base e a continuidade dos diálogos e ações conjuntas com atores da economia solidária e de movimentos sociais que são aliados na construção da economia solidária são os bons desafios para o próximo período!

Informes da Secretaria Executiva

Fonte: Secretaria Executiva do FBES

O trabalho da secretaria segue as orientações políticas da Coordenação Nacional, e as orientações, supervisão e acompanhamento da Coordenação Executiva.

Suas atividades estão organizadas em:

Acompanhamento: organizar, acompanhar e relatoriar todas as atividades realizadas pelo FBES;

Comunicação e animação: moderação de listas eletrônicas, reuniões virtuais, elaboração de boletins eletrônicos, manutenção da página do FBES, comunicação com os Fóruns Estaduais, Entidades Nacionais e Rede de Gestores feitas por telefone e correio;

Gestão de projetos de sustentação do FBES;

Articulação: apoio à articulação do FBES com a sociedade civil organizada e com instâncias do governo por meio da divulgação de agendas de interesse para a economia solidária, dando encaminhamento a convites e garantindo a participação de representantes do FBES em eventos, dando continuidade ou abrindo diálogos do FBES com movimentos sociais, redes internacionais e órgãos do governo.

Fórum de Economia Solidária do Maranhão e Associação Agroecológica Tijupá

Fonte: Fórum de Economia Solidária do Maranhão

O FEESMA – Fórum Estadual de Economia Solidária do Maranhão e a Associação Agroecológica Tijupá, na qualidade de proponentes, construíram e aprovaram o projeto “Fundo Maranhão Solidário” junto ao BNB (Banco do Nordeste do Brasil) – no âmbito do “Programa de Apoio a Projetos Produtivos Solidários” desta instituição. Em agosto de 2008, foi assinado o convênio BNB/FDR/SENAES nº. 2008/066. A gestão do projeto será feita por um Conselho Gestor constituído por organizações do FEESMA.

O projeto visa fortalecer os grupos produtivos solidários, contribuindo para sua sustentabilidade, através da criação e gestão de um fundo rotativo solidário estadual, com abrangência em todo o Maranhão. Sua metodologia será orientada pelos princípios da educação popular e da economia solidária buscando o fortalecimento das articulações em rede e está associada aos processos de promoção do desenvolvimento local sustentável e solidário.

Além da disponibilização de recursos para os grupos produtivos solidários, o projeto prevê a criação de uma rede de apoio e acompanhamento aos grupos e momentos de sensibilização, formação e apoio técnico a todos estes atores, contribuindo para a criação da rede de fundos solidários do Maranhão vinculada ao FEESMA.

FBES participa do III Encontro da RIPESS LA

Fonte: Secretaria Executiva do FBES

Entre os dias 22 e 24 de outubro, Montevidéu/ Uruguai, sediou o III Encontro Latino Americano de Economia Solidária e Comércio Justo. O tema do evento foi “Por uma integração dos povos da América Latina e do Caribe”. O encontro reuniu delegações de redes e organizações regionais, nacionais e internacionais de economia solidária e comércio justo, além de representantes de outros movimentos sociais e de governos. O Fórum Brasileiro de Economia Solidária, uma das organizações que compõe a RIPESS, participou do encontro e foi representado por Sebatiana Almire, integrante da Coordenação Executiva do FBES e por Rosemary Gomes, representante do FBES na RIPESS.

Outros/as companheiros/as do Brasil, que integram entidades do FBES, assim como organizações parceiras, também estiveram no encontro. João Roberto do IBASE estará na mesa “O fomento estatal da economia solidária na América Latina” e Rizoneide Amorim, do Instituto Marista de Solidariedade, moderará a oficina “Mercosul”. Fabíola Zerbini, FACES do Brasil, comporá a mesa “Enfoques e desafios do Comércio Justo na América Latina e Caribe”.

O objetivo do encontro foi contribuir para o avanço do movimento internacional de economia solidária e comércio justo, potencializando os laços de cooperação entre os empreendimentos, organizações e redes, além de traçar estratégias de incidência política nos processos de integração da América Latina e do Caribe.

IV Fórum Internacional – Globalização da Solidariedade

Fonte: Secretaria Executiva FBES e http://www.lux09.lu

Dez anos depois do primeiro encontro, o IV Fórum Internacional – Globalização da Solidariedade, que acontecerá em Luxemburgo, de 22 a 25 de abril/09.

Lux’09 será a ocasião de aproveitar o potencial da experiência adquirida, de valorizar sua importância e de multiplicá-la. Compartilhar os conhecimentos, as maneiras de fazer as coisas e facilitar o acesso para todas/os é o melhor modo de progredir na perspectiva e na filosofía que defendemos.

Um objetivo chave deste encontro: como garantir a sobrevivência econômica das iniciativas da Economia Social Solidária e sua permanência dentro da Rede Intercontinental de Promoção da Economia Social e Solidária (RIPESS).

Em preparação ao encontro, estão abertos fóruns de debate virtual com os temas que serão discutidos em Luxemburgo:

1. Economia Social Solidária (ESS) e políticas públicas

2. ESS, serviços sociais de interesse geral e bens comuns

3. Empresa solidária

4. ESS e meio ambiente

5. ESS e soberania alimentar

6. Produção e consumo responsável

7. Participação democrática e base territorial

8. Investigação e conceitualização da ESS

9. As redes na ESS

10. ESS e comunicação

11. ESS e ação sindical

12. ESS e as finanças solidárias

O FBES, como integrante do Conselho Administrativo da RIPESS, tem contribuído na construção deste encontro.

FBES participa de Encontro dos Movimentos Sociais com Lula

Fonte: Secretaria Executiva do FBES

A convite da Secretaria-Geral da Presidência da República, o FBES participa do Encontro dos Movimentos Sociais com o presidente Lula, no dia 26 de novembro.

Este será um momento para evidenciarmos a economia solidária e estreitarmos alianças com os movimentos sociais presentes no encontro.

Os comentários sobre este convite no e_solidaria reforçam a importância da nossa relação com a sociedade civil organizada:

O fato do FBES ter sido convidado para este Encontro afirma seu papel e sua identidade na luta pelo desenvolvimento da economia solidária no Brasil. Bené

Penso que devemos ver neste momento uma grande ocasião para unirmos nossas forças internas (ES) e junto aos nossos aliados, particularmente aos compas dos movimentos sociais do mundo rural. Alzira Medeiros

Articulação junto aos outros movimentos sociais e o início da construção de uma plataforma unificada de luta onde cada um mantenha a sua identidade, mas onde todos concordam com prioridades e caminham juntos nesses pontos. Sandra Veiga

Proponho que esta oportunidade sirva para por em prática uma das diretrizes aprovadas na IV Plenária Nacional, que ao mesmo tempo em que preservou a autonomia do movimento de ECOSOL, classificou como estratégica a articulação com outros movimentos sociais. Antonio Oscar

FSM/09: um outro mundo acontece

Fonte: Secretaria Executiva do FBES e FACES do Brasil

De 27 de janeiro a 1° de fevereiro de 2009, a cidade de Belém abrigará o Fórum Social Mundial. Durante esses seis dias, a cidade assume o posto de centro da cidadania planetária e referência mundial no questionamento à desigualdade, à injustiça, à intolerância, à devastação ambiental e ao preconceito.

Desde a sua primeira edição, em 2001, a economia solidária está presente no FSM. Em 2009, atividades autogestionárias (oficinas, painéis e conferência) debaterão a economia solidária e haverá espaços de comercialização de produtos de empreendimentos econômicos-solidários: feira e praça de alimentação. Toda a participação da economia solidária no FSM está em construção! A organização a partir dos Fóruns Estaduais de Economia Solidária será fundamental para garantir a presença representativa das/os trabalhadoras/es em Belém.

Já estão inscritas quatro atividades em que o FBES provocará a discussão/ reflexão sobre a economia solidária no país e no mundo:

– Conferência internacional sobre economia solidária, em parceria com a RIPESS;

– Painel sobre a organização da economia solidária no Brasil;

– Oficina sobre redes da economia solidária e

– Oficina sobre sistemas de informação e economia solidária, em parceria com Solidarius.

As centenas de atividades autogestionadas – como acampamentos, oficinas, seminários, conferências, testemunhos, marchas, atividades culturais e artísticas entre outros – que acontecem ao longo desses dias são espaços de intercâmbio, reflexão e elaboração de propostas para a construção de outro mundo possível.

O território onde serão desenvolvidas as atividades durante o Fórum Social Mundial é composto pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pela a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em uma área verde margeada pelo rio Guamá e pela floresta.

I Reunião do Conselho Brasileiro do Mercosul Social e Participativo discute a integração produtiva e

Fonte: Secretaria Executiva do FBES e SGPR

Com a participação dos ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Celso Amorim (Relações Exteriores) foi realizada no dia 19/11 a I Reunião do Conselho Brasileiro do Mercosul Social e Participativo, no Instituto Rio Branco, em Brasília.

A reunião tratou de temas como a Integração Produtiva e o Plano Estratégico de Ação Social, temas em negociação no Mercosul. Entre os expositores convidados para apresentar a posição do governo brasileiro sobre essas questões estiveram Reginaldo Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Valdomiro de Souza, chefe da Assessoria Internacional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Participaram do encontro conselheiros e conselheiras representantes de organizações da sociedade civil, como as centrais sindicais, movimentos do campo, de mulheres, de negros, de estudantes, de defesa do meio ambiente e da Igreja, entre outros.

O funcionamento de um fundo para a pequena e média empresa e a implementação do plano estratégico de integração produtiva, por exemplo, serão debatidos na reunião dos presidentes do Mercosul, que acontece em Salvador, em dezembro. O plano de ação social, por sua vez, será alvo de discussão da reunião ampliada do grupo Mercado Comum – que pela primeira vez contará com a participação dos ministros de Desenvolvimento Social.

O FBES esteve presente nesta reunião e contribuiu com o debate, sugerindo a inclusão dos Empreendimentos Solidários associativos e cooperativos urbanos e da agricultura familiar como destaque estratégico do Fundo. Nas ações do plano estratégico de integração produtiva, sugeriu-se ações de estudo para a inserção de cadeias produtivas solidárias e nas ações de formação/capacitação, a incorporação iniciativas de educação popular e cidadã para garantir também uma articulação entre o saber técnico, visão de mundo, integração do Mercosul e cidadania ativa.

FBES, Fórum DF e Entorno e SENAES organizam atividades durante a Teia

Fonte: Secretaria Executiva do FBES e www.teia2008.org

Entre os dias 12 e 16 de novembro acontceu o maior encontro da diversidade da cultura brasileira: a TEIA. O encontro, que já percorreu as cidades de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (BH), aconteceu em Brasília. Com o tema “Iguais na diferença”, a TEIA 2008 celebra os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A economia solidária esteve também presente no evento. O Fórum de Economia Solidária do Distrito Federal e Entorno realizou durante o encontro uma Feira de Economia Solidária, que também contou com a presença de empreendimentos econômicos solidários do Fórum Goiano.

No dia 15, sábado, aconteceu o debate “Cultura, economia solidária e estratégias de desenvolvimento sustentável”. As discussões foram animadas animadas pelo Fórum Brasileiro e Fórum DF e Entorno de Economia Solidária e a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). A roda de prosa abordou a experiência de organização dos atores da Economia Solidária no Brasil e a perspectiva da Economia Solidária como estratégia para mudança do atual modelo de desenvolvimento. A proposta do espaço foi dialogar com os Pontos de Cultura – que em muitos casos também se organizam de modo solidário para a produção artística, artesanal e cultural – no intuito de fortalecer as convergências entre os dois movimentos e entre as políticas públicas voltadas aos dois temas.

Representaram o FBES no encontro Daniel Tygel, e Paulo Henrique de Moraes, do Fórum de Economia Solidária do DF e Entorno. Gabriela Cavalcanti Cunha e Haroldo Mendonça, representaram a Secretaria no debate.

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