A Agroecologia e a relação com os mercados

Fonte: http://www.agroecologia.org.br

A Carta Política do II Encontro Nacional de Agroecologia, realizado em junho/2006, afirma a necessidade de um nova relação econômica distinta da competição e da exploração da/o trabalhador/a e da natureza, baseada em valores de solidariedade e cooperação, tendo como uma prática os Sistemas Participativos de Garatia.

Segue o texto da Carta Política sobre a agroecologia e a relação com os mercados.

“Os mercados, na sua configuração hegemônica atual, representam o principal instrumento de expressão e de reprodução do agronegócio. A construção da agroecologia implica no desenvolvimento de novos valores que fundamentem as relações dos trabalhadores e trabalhadoras do campo com os mercados.

A diversidade de condições nas quais a agroecologia vem sendo construída na prática demanda o emprego de diferentes estratégias de organização e comercialização, que devem necessariamente se basear em alguns pressupostos: i) os mercados devem ser concebidos como um meio de realização de trocas econômicas e não como um fim em si; ii) o produto agroecológico deve ser acessível a todos e todas; iii) novas relações com os mercados devem ser estabelecidas em bases éticas e solidárias e fundamentadas em alianças entre produtores e consumidores; iv) as atividades produtivas voltadas para os mercados devem ser desenvolvidas de forma a garantir e fortalecer as produções orientadas para o auto-consumo das famílias produtoras.

Os mercados locais e a venda direta têm se mostrado, em várias regiões do Brasil, espaços privilegiados para a construção de relações mais justas e favoráveis às famílias produtoras e consumidoras. As feiras agroecológicas e outras modalidades de comercialização local, além de suas funções econômicas, têm sido também espaços de aprendizado e de fortalecimento de laços de vida comunitária. As mulheres têm desempenhado um importante papel nesses espaços, não só comercializando alimentos, como também falando sobre seu valor nutricional. Mas continua existindo preconceito por parte das famílias e da sociedade para o exercício dessa atividade por mulheres; seus produtos muitas vezes têm valor mais baixo; e o artesanato não é considerado como produto da agricultura familiar pelo conjunto dos programas de políticas públicas.

Apesar das grandes vantagens desses mercados, os problemas de infra-estrutura e os custos, em particular os relacionados ao transporte dos produtos, têm limitado o acesso de um número mais expressivo de famílias a eles. O enfrentamento desses obstáculos através de iniciativas inovadoras que congregam organizações de produtores e poderes públicos locais sugere caminhos para que sejam implementadas políticas públicas mais abrangentes nesse sentido. (…) é necessário que processos de formação e intercâmbio sejam criados para que os procedimentos de gestão e as estratégias comerciais dos empreendimentos sejam aprimorados. É nesse mesmo terreno que devem ser fortalecidas as diferentes formas de organização de produtores e o exercício de cooperação entre elas, particularmente através de redes que assegurem o estabelecimento de relações comerciais distantes, mas assentadas nos mesmos valores éticos que vêm pautando as relações diretas entre produtores e consumidores de produtos agroecológicos. As organizações de consumidores devem ser estimuladas para que também assumam o desafio de construir relações mais justas nos mercados.

Os Sistemas Participativos de Garantia que vêm sendo praticados em todas as regiões do Brasil devem ser conhecidos e fortalecidos. Além disso, também devem ser amplamente divulgadas informações sobre a legislação e regulamentação da produção agroecológica, principalmente as possibilidades legais de venda direta sem certificação e as diferentes formas de avaliação da conformidade.

A comercialização de produtos agroecológicos requer a implementação de políticas públicas que garantam estabilidade e segurança nas relações que organizações de produtores estabelecem com mercados. O Programa de Aquisição de Alimentos da Conab tem exercido um papel importante nesse sentido e por isso defendemos sua continuidade e ampliação. Simultaneamente, defendemos a criação no Pronaf de linhas de crédito para a constituição de capital de giro.”

Estudo aborda atividades humanas e saúde dos trabalhadores em cooperativa

Fonte: Dissertação de mestrado de Bruno Bechara (bruno.bechara@gmail.com)

O propósito de investigar a relação saúde-trabalho autogestionário teve início no ano de 2003, quando de minha participação no Programa Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (ACIEPE), promovido pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal de São Carlos (INCOOP/UFSCar).

Fórum Estadual de Economia Solidária do Piauí realiza plenária em Teresina

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (Assessoria de Imprensa SRTE/PI)

Debate inclui a criação da Rede de Gestores Públicos da Economia Solidária do estado

Será realizada nesta terça-feira (18), em Teresina, a Plenária Estadual para admissão de novos Empreendimentos, Entidades e Gestores Públicos do Fórum Estadual de Economia Solidária do Piauí (FEES/PI). O evento será a partir das 8h, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no estado (SRTE/PI), na Avenida Frei Serafim nº 1860, Centro.

O propósito do encontro é que os representantes dos Gestores Públicos, entidades de fomento e empreedimentos da Economia Solidária defendam em plenária os objetivos dos que representam e expliquem o que os levaram a pleteiar uma vaga no FEES/PI.

Ibase divulga documento síntese do estudo sobre as repercussões do Programa Bolsa Família

Fonte: Ibase (www.ibase.org)

O Ibase acaba de divulgar o documento síntese do estudo que realizou sobre As repercussões do Programa Bolsa Família na Segurança Alimentar e Nutricional das Famílias Beneficiadas.

O objetivo da pesquisa foi conhecer melhor o perfil das famílias beneficiadas citadas pelo Programa Bolsa Família, as formas pelas quais acessam a alimentação e as repercussões do Programa na segurança alimentar e nutricional. Foram, ainda, abordados aspectos do funcionamento do Programa e das relações sociais de gênero, uma vez que a maioria dos(as) titulares são mulheres.

A partir deste trabalho, o Ibase espera fornecer subsídios importantes para uma reflexão mais aprofunda sobre o Programa Bolsa Família e para a proposição de políticas públicas voltadas para a garantia do direito humano à alimentação adequada das famílias brasileiras mais vulneráveis à fome.

Acesse o documento em www.fbes.org.br/?option=com_docman&task=doc_details&Itemid=18&gid

Semana de Educação de Jovens e Adultos

Fonte: Maria Aparecida Zanetti (mariazanetti@mec.gov.br)

FBES participa da reunião da CNAEJA

A Semana de Educação de Jovens e Adultos se propõe a articular e dialogar com os diferentes sujeitos e parceiros da alfabetização e da Educação de Jovens e Adultos de todos os estados brasileiros, para a construção e consolidação de políticas públicas territoriais.

Fortalecer a política pública de EJA, por meio do diálogo com diferentes esferas da sociedade civil e do Estado, aprofundando a discussão das políticas em curso e a formulação de novas iniciativas na área educacional para o atendimento ao público jovem, adulto e idoso, é garantir o direito de todos e todas à educação.

O Fórum Brasileiro de Economia Solidária, representando por Clóvis Vailant, integrante da Coodenação Nacional do FBES, integra a Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (CNAEJA) e estará presente nas atividades da Semana de Educação de Jovens e Adultos.

Começa matrícula de jovens agricultores/as

Fonte: Francisco Caporal (francisco.caporal@mda.gov.br)

Ministério da Educação transferiu entre sexta-feira, 7, e esta segunda-feira, 10, R$ 42 milhões aos 19 estados que aderiram ao programa Projovem Campo – Saberes da Terra. Os recursos são destinados a uma série de ações, entre elas, a montagem das turmas e o início da formação dos coordenadores locais. A verba total para os estados é de R$ 84 milhões.

Manifesto do Fórum Mineiro pela efetivação da política estadual de fomento à economia solidária

Fonte: Secretaria Executiva do Fórum Mineiro de Economia Popular Solidária

Ao(s) representantes do Executiva e Legislativo do Estado de Minas Gerais na revisão do PPAG,

Nós do movimento de Economia Popular Solidária no Estado de Minas Gerais vimos manifestar o nosso reconhecimento pelo envolvimento desses dois poderes de Estado tanto na aprovação da lei estadual de economia e a sua sanção, além de acharmos que foi muito importante a sua regulamentação que esta em fase de conclusão com a realização da assembleia estadual coordenada pela SEDESE, para a constituição do conselho estadual de economia popular solidária, instrumento que terá a responsabilidade de implantar as diversas politicas pretendidas pela lei estadual de fomento a esta economia, para tanto numa faze de transição apresentamos tres emendas ao PPAG nesta revisão.

Elas têm como objeto desenvolver ações previstas em lei. As emendas são: Adequação de meta física e financeira da ação 4643 “ Implantação da Política Estadual de Fomento a Economia Popular Solidária”, Estruturação e consolidação dos Fóruns Regionais de Economia Popular Solidária. Manutenção da ação- 4010 com modificação do nome desta ação, da finalidade, meta física e unidade orçamentária.

Sabemos qual importante será o envolvimento tanto do legislativo como do executivo em relação à lei estadual uma vez que o dispositivo que deverá ser criado por lei específica é o fundo estadual de fomento a economia popular solidária, este fundo possíbilitará a efetivação das diversas atividades que serão desenvolvidas em Minas Gerais com o objetivo de consolidar a economia popular solidária como instrumento de desenvolvimento local sustentável seguindo os princípios do movimento, além de cumprir a determinações prevista na lei. Para tanto reinvindicamos a elaboração da lei que criará o fundo estadual de fomento ao desenvolvimento da economia popular solidária – art 18 da Lei 15.028 de 19 de Janeiro de 2004.

Atenciosamente,

Coordenação Estadual do Forum Mineiro de Economia Popular Solidária

Projeto Casa Brasil seleciona Técnico de Instrução Continuada em MG e ES

Fonte: Gésio Passos (sroster@yahoo.com)

Projeto Casa Brasil seleciona Técnico de Instrução Continuada para atuar em Minas Gerais e Espirito Santo. Os(as) interessados(as) devem encaminhar currículo para o email casabrasil@casabrasil.gov.br , com o assunto (TICMGES), até às 20 horas da próxima sexta-feira, 21 de novembro de 2008. Após a análise de currículo será definida a lista com os(as) candidatos(as) considerados(as) aptos(as) a participarem das próximas etapas da seleção.

Alteração da Portaria 127

Fonte: Daniel Rech (drech@uol.com.br)

Foi alterada a portaria 127, de repasse dos recursos públicos a entidades sem fins lucrativos. A grande alteração é que se permite incluir até 15% de taxa de administração, o que é uma grande conquista.

II Bate-papo Solidário: Discutindo Redes

Fonte: Clarize Aparecida Melo Campos (clarizecampos@hotmail.com)

O Projeto Educadores Sociais em Salvador – PESS, que desenvolve o curso de extensão para lideranças comunitárias, representantes de empreendimentos coletivos, associações e ONGs, visando formação e qualificação de educadores sociais com atuações comunitárias, e que desenvolve ainda acompanhamento dos grupos produtivos e solidários representados no curso, apoiando ações de geração de renda voltadas para o desenvolvimento local, está organizando o II Bate-Papo Solidário: Discutindo Redes, entre Mance e Genauto no dia 24.11, segunda- feira próxima, na Faculdade de Administração da UFBA às 14:00.

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