Gênova 2001: a memória indignada dez anos depois

Por Josep Maria Antentas e Esther Vivas

Se completa dez anos da cúpula do G8 em Gênova em julho de 2001, onde se escreveu uma das páginas mais significativas na trajetória do movimento altermundialista. Os protestos em Gênova significaram o momento culminante da fase de crescimento linear do movimento altermundialista depois do Encontro Ministerial da OMC em novembro de 1999 em Seattle, que representou o início de um novo ciclo internacional de mobilizações. Foi a constatação de que o movimento havia passado de, essencialmente uma força simbólica a posuir uma capacidade de mobilização real. Gênova chegou pouco depois da celebração do primeiro Fórum Social Mundial de Porto Alegre em janeiro de 2001, sob a hoje já consigna de “outro mundo é possível”, cuja pertinência é ainda mais evidente em plena crise global.

Economia Solidária poderá integrar Programa Temático no PPA 2012/2015

Relato de Daniel Tygel*

Está se desenhando uma importante vitória para as políticas públicas de Economia Solidária dentro do PPA (Plano Pluri-Anual 2012-2015): Provavelmente será criado um PROGRAMA TEMÁTICO que articula os temas de Desenvolvimento Territorial, Regional e Sustentável e Economia Solidária.

O PPA do governo Dilma é diferente dos anteriores, pois se organiza em uns 60 a 70 Programas Temáticos, enquanto antes havia centenas de “programas”. O atual governo decidiu criar poucos programas temáticos para estimular a articulação e negociação entre ações de diferentes ministérios, buscando maior sinergia e visão sistêmica. A primeira proposta do governo não continha em nenhum dos 60 programas temáticos a Economia Solidária. Ela estava invisível, escondida dentro do Programa Temático de “Emprego”.

Por iniciativa da Secretaria Geral da Presidência, o governo dialogou com vários movimentos sociais sobre a sua proposta de programas temáticos, em especial numa grande oficina batizada de “oficina interconselhos”, que contou com a participação de mais de 400 conselheiras/os de todos os Conselhos Nacionais existentes. O Conselho Nacional de Economia Solidária reuniu-se antes desta oficina, e preparou uma proposta de intervenção a partir de um documento inicial construído pela SENAES.

O resultado desta oficina interconselhos foi inequívoco: grande parte dos movimentos sociais dos mais diferentes temas apontou a Economia Solidária como uma importante estratégia de desenvolvimento. Apenas para se ter uma ideia, num dos momentos as/os mais de 400 conselheiras/os se dividiram em 9 grupos e tinham que apontar, em cada grupo, 3 prioridades de novos eixos. Em 6 dos 9 grupos, a Economia Solidária ficou entre os três!!! Seis de nove grupos, com conselheiras/os de todas as temáticas. Detalhe: Micro e pequena empresa praticamente não apareceram, e quando apareciam, não ficavam nas prioridades e nenhum dos movimentos via sentido em juntar com economia solidária….

Coordenação Nacional do FBES participará da Marcha das Margaridas

Por Secretaria Executiva do FBES

Para convergir com a Marcha das Margaridas, a data da X Reunião da Coordenação Nacional do FBES foi alterada para 18 a 20 de agosto, em Brasília. Após consulta aos 100 membras/os da Coordenação, a mudança foi aceita e apoiada, para que as coordenadoras e coordenadores nacionais participem das atividades da Marcha da Margaridas: “Desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”, entre 16 e 17 de agosto, em Brasília.

Mudança na data da X Reunião da Coord. Nacional do FBES: convergência com a Marcha das Margaridas

Por Secretaria Executiva do FBES

Para convergir com a Marcha das Margaridas, a data da X Reunião da Coordenação Nacional do FBES foi alterada para 18 a 20 de agosto, em Brasília.

Após consulta aos 100 membras/os da Coordenação, a mudança foi aceita e apoiada, para que as coordenadoras e coordenadores nacionais participem das atividades da Marcha da Margaridas: “Desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”, entre 16 e 17 de agosto, em Brasília.

SENAES promove solenidade para marcar seus oito anos

SENAES promove solenidade para marcar seus oito anos

Fonte:Lea Cunha (lcunha@marista.edu.br)

A Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) realizou, ontem (18), no auditório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), uma solenidade de comemoração pelos oito anos de sua fundação. Para a composição da mesa foram convidados Paulo Roberto Pinto, representando o ministro do Trabalho e Emprego, o secretário nacional de Economia Solidária Paul Singer, a secretária nacional de Juventude Severine Macedo, o secretário de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SDT/ MDA) Jerônimo Rodrigues de Souza, a representante da coordenação executiva do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) Joana Mota e a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Sesan/MDS) Maya Takagi.

O secretário Paul Singer, ao reencontrar várias pessoas que fazem o Movimento de Economia Solidária no mesmo espaço em que, há oito anos atrás, foi instituída a Senaes, se emocionou. “Tiramos as cadeiras do auditório para que o povo coubesse aqui dentro e sentaram todos no chão. Tenho o direito de me comover”, lembrou. Singer fez menção ainda, aos três países – Equador, Venezuela e Bolívia – que aprovaram a Economia Solidária como sua forma oficial de Economia. “A Economia Solidária está espalhada pelo mundo inteiro. E isso quer dizer que o mundo continua fiel aos seus princípios”, disse.

Joana Mota, do FBES, fez um apelo por um espaço institucional independente para a pasta no governo Dilma. “Reconhecemos o avanço que a Senaes promoveu ao longo desses anos, mas não podemos esquecer o desejo de ter o nosso espaço em uma secretaria especial ou em um ministério, para que essa economia consciente que agrega cada vez mais homens e mulheres possa crescer muito mais em um processo limpo e aberto que agregue a sociedade civil”, reivindicou.

O amadurecimento do movimento de economia solidária: as intensas mobilizações da base com o PL 865

O amadurecimento do movimento de economia solidária: as intensas mobilizações da base com o PL 865

Por Secretaria Executiva (publicado no Jornal da 7a Feira de Economia Solidária do Mercosul, julho de 2011)

O movimento de economia solidária cresce a cada dia e no período recente mostrou com mais força sua identidade e sua capacidade de mobilização. Enquanto movimento social, a economia solidária tem um papel fundamental nas lutas sociais e no enfrentamento pela proposta de um desenvolvimento justo, solidário e sustentável.

Ainda em 2010, tanto na construção da II Conferência Nacional de Economia Solidária, quanto na mobilização durante as eleições e para a vitória da presidenta Dilma, no segundo turno, as bases se colocaram com maturidade e protagonismo, levando posicionamento com autonomia nestes processos políticos e fortalecendo o movimento de economia solidária.

Chamada Pública Talentos do Brasil Rural

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Diretoria do SEBRAE/RS realizam chamada pública para empreendimentos da agricultura familiar e Povos e Comunidades Tradicionais apresentarem propostas de participação no Eixo Produtos do Projeto Talentos do Brasil Rural. As propostas podem ser enviadas até o dia 1° de agosto. Serão selecionados 19 empreendimentos e os resultados serão divulgados a partir do dia 15 de agosto.

Acesse aqui a Chamada: www.mda.gov.br/portal/arquivos/view/Chamada_P%C3%BAblica_Talentos_do_Brasil_08_de_julho_de_2011-1.pdf

Organizações demandam mais estrutura para Economia Solidária no Brasil

Por Karol Assunção*

Estrutura para continuar as ações e os projetos. Essa é a principal demanda dos movimentos ligados à economia solidária (Ecosol) no Brasil. Neste ano, a luta das organizações se concentra na mudança do Projeto de Lei 865 – o qual passa as atribuições do Conselho Nacional de Economia Solidária (CNES) para a Secretaria da Micro e Pequena Empresa – e na proposta de Lei de iniciativa popular que cria a Política Nacional de Ecosol, o Sistema e o Fundo Nacional de Economia Solidária.

Em entrevista à Adital – concedida durante as Feiras de Economia Solidária em Santa Maria (RS) -, Rosana Pontes, do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), destaca as principais demandas do movimento e as expectativas em relação às discussões do PL 865. Confira a entrevista.

Trabalhadoras rurais entregam pauta da Marcha das Margaridas a seis ministros

Trabalhadoras rurais entregam pauta da Marcha das Margaridas a seis ministros

Fonte: www.contag.org.br

Na tarde da última quarta-feira (13/07), a comissão organizadora da Marcha das Margaridas 2011 entregou a pauta de proposições e reivindicações a seis ministros, em ato político no Palácio do Planalto, embalado pelo canto do hino da Marcha pelas mais de 60 mulheres, entre dirigentes sindicais e parceiras da marcha.

Receberam a pauta, com 158 pontos, Afonso Forense, Ministro do Desenvolvimento Agrário; Isabela Teixeira, Ministra do Meio Ambiente; Iriny Lopes, Ministra da Secretaria de Política para as Mulheres; Luiza Barros, Secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; Gilberto Carvalho, Secretário-Geral da Presidência da República; e representante da Ministra do Desenvolvimento Social.

O momento marcou o início das negociações com o Governo Federal, em torno de sete eixos temáticos: biodiversidade e democratização de recursos naturais; terra, água e agroecologia; segurança alimentar e nutricional; autonomia econômica, trabalho e renda; saúde pública e direitos reprodutivos; educação não sexista, violência e sexualidade; democracia, poder e participação política.

Cáritas Brasileira abre as Inscrições para o II Prêmio Odair Firmino de Solidariedade

Fonte:Cáritas Brasileira

Valorizar experiências coletivas é um dos objetivos do prêmio

Estimular ações de disseminação e divulgação da cultura da solidariedade, além de valorizar experiências de caráter coletivo que defendam e promovam os direitos humanos. Este é apenas um dos objetivos do Prêmio Odair Firmino de Solidariedade, promovido pela Cáritas Brasileira.

Para entender por que a “Concertación” perdeu as eleições

Por Felipe Portales

El liderazgo de la Concertación debiera explicarle también al pueblo chileno porque varios de sus miembros más destacados han hecho apologías de la obra económica, social y cultural de la dictadura de Pinochet, o han expresado públicamente sus deseos de llegar a extremos aún más neoliberales; sin suscitar siquiera alguna inquietud en el conjunto del conglomerado.

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