Fonte: Setre (www.portaldotrabalho.ba.gov.br)

Os catadores de resíduos sólidos receberam do Governo do Estado dois “kits” de trabalho contendo calça, camisa, botas, luvas de PVC e protetores auriculares, além de alimentação diária e assessoria técnica

Os uniformes dos 2.675 catadores de resíduos sólidos que atuaram no Carnaval de Salvador, deste ano, foram produzidos pela Rede de Costura da Bahia formada por 20 empreendimentos de economia solidária que contam com o apoio do Governo do Estado. Grande parte desta produção têxtil (calças e camisas) foi de responsabilidade da Associação Vovó Conceição, um empreendimento criado dentro do Terreiro da Casa Branca, localizado na Avenida Vasco da Gama.

Os catadores de resíduos sólidos receberam do Governo do Estado dois “kits” de trabalho contendo calça, camisa, botas, luvas de PVC e protetores auriculares, além de alimentação diária e assessoria técnica. A gestão do material coletado nas ruas, durante o reinado de Momo, é realizada nas centrais instaladas no Politeama, Barra, Ondina, Largo Dois de Julho e Ladeira da Montanha. Com apoio técnico do Centro Público de Economia Solidária (Cesol) da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a Associação realiza cursos para costureiras e bordadeiras e também produz roupas e adereços utilizados nos cultos, além de batas e vestidos que são comercializados para o público em geral.

“A Setre vem acompanhando este grupo de forma pontual, proporcionando a sua participação nos processos de formação e comercialização em feiras e seminários”, destaca Kátia Aparecida dos Santos, coordenadora do Cesol -Comércio. “O empreendimento iniciou as suas atividades com o apoio do Escritório Público de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Local – Epade – Unifacs, por meio de convênio com a Setre, que destinou recursos para fomentar Incubadoras de Empreendimentos Solidários”, completa.

Empreendedorismo negro – O apoio da Setre à Associação Vovó Conceição é por meio do Programa Vida Melhor, destinado às atividades produtivas dentro dos terreiros de candomblé. “Além de possibilitar a manutenção da tradição das religiões de matriz africana, buscamos promover a inclusão sócio-produtiva de muitos homens e mulheres que fazem parte dessas comunidades, através do trabalho coletivo sob a lógica da solidariedade”, afirma Milton Barbosa, superintendente de Economia Solidária (Sesol). Ainda segundo o superintendente da Sesol, “é possível criar uma rede de produção e consumo entre os terreiros de candomblé, revelando a Economia Solidária no ambiente urbano e na capital”.

Para Jandira Carvalho, coordenadora da cooperativa Coopervó, a partir de agora, o trabalho no Terreiro Casa Branca será reconhecido ainda mais pela comunidade. “Tivemos aqui 12 costureiras e algumas delas nos deixaram por absoluta falta de oportunidade. Mas, com apoio que estamos recebendo do Governo do Estado, voltaremos, muito em breve, a oferecer cursos e reunir novas associadas”. Os cursos oferecidos pela Associação Vovó Conceição do Terreiro Casa Branca são de corte e costura, bainha aberta e bordado richelieu. Todos são gratuitos e abertos para pessoas de todas as idades e de todos os credos religiosos.