Por Secretaria Executiva do FBES

Durante os debates da primeira plenária estadual, entre 23 e 25 de julho em São Luiz do Maranhão, os participantes destacaram a necessidade da valorização das questões formativas, do bem viver e da comunicação, e na parte da organicidade os debates apontaram a afirmação do FBES como movimento social da economia solidária.

Estiveram presentes na plenária trabalhadores/as urbanos e rurais da economia solidária, além de trabalhadores/as e militantes de outro movimentos sociais, como da Marcha das Margaridas, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Movimento das Quebradeiras de Coco Babaçu e do Movimento de Moradia.

Dentre as orientações destacadas durante a plenária maranhense foram:

Diálogo com o poder público numa relação de parceria e horizontalidade;

Favorecer a produção e o consumo dentro do próprio movimento;

Desenvolvimento de novas tecnologias sociais que considere a realidade e os princípios da economia solidaria;

Defesa da democratização da terra, regularização fundiária e o fortalecimento da luta pela revogação da lei que impede a desapropriação das terras ocupadas;

Fortalecimento das convergências estratégicas com os outros movimentos sociais mistos e específicos, com o compromisso pelas bandeiras de lutas comuns.

Para Valdener Miranda, da Coordenação Nacional pelo Maranhão, “a plenária foi muito boa, e participativa. O desafio está em avançar um movimento em que se somam pessoas e militantes novos, temos que fazer um resgate histórico e avançar com nossas bandeiras de luta. Um tema destacado foi sobre a questão da formação e do marco legal, o primeiro porque tem um grupo de trabalho ativo no estado, e o segundo tema porque ainda permanecemos com lacunas, precisamos aprofundar, são poucos os que tem domínio no assunto”.

Contribuindo sobre o debate político da V Plenária, Diogo Rego, da Comissão Nacional Organizadora da V Plenária, que acompanhou e contribuiu na plenária, colocou que “a ideia de desenvolvimento de economia solidária passa pela prática da autogestão, ou seja, a (re)apropriação do conhecimento e domínio de todas as técnicas de produção, comercialização exercidas nos empreendimentos de economia solidária, baseados em práticas de cooperação, solidariedade respeito, na cooperação e valorização da pessoa humana. E com isso é excluído a forma e figura do empregado e do patrão”.

Segundo os participantes, um ponto polêmico da plenária foi sobre a participação dos gestores e da atuação da Rede de Gestores, sendo encaminhado dos gestores tirados como representantes estaduais realizem uma maior aproximação com a Rede de Gestores Públicos em Economia Solidária. Segundo Maria Luiza, da Coordenação Nacional pelo Maranhão, ocorre certa confusão no papel do militante que é gestor público, “pois sabemos que muitos deles estão temporariamente no governo, e ora se colocam como militante, ora como braço do governo”.

Ao final da plenária foram aprovadas duas cartas, uma moção para a SBPC (Sociedade Brasileiro para o Progresso da Ciência) apontando a necessidade de mais extensão, incubação e reconhecimento da economia solidária, e outra carta da Plenária Estadual na linha das orientações para a V Plenária, que em breve será publicada.

Saiba mais da V Plenária no site: http://cirandas.net/v-plenaria-nacional-de-economia-solidaria