Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/2007/4/30/Pagina55242.htm

Apesar de a escravidão no Brasil ter sido abolida desde 1888, o Trabalho Escravo ainda é, infelizmente, prática recorrente país afora. No Maranhão não é diferente. Ora, se em fazendas maranhenses não há (ou quase não há) uso de mão-de-obra escrava, o Estado é grande “exportador” dela.

Historicamente, a grande concentração de terras no país, o pouco acesso a educação e, mais recentemente a concorrência desleal com o agronegócio, são fatores que contribuíram desde sempre com as estatísticas do Trabalho Escravo. Felizmente, alguns desses cenários começam a mudar, embora nem todas as histórias sobre o tema tenham final feliz.

Entre 1995 e 2005, aproximadamente 17 mil trabalhadores/as foram libertados/as do trabalho escravo por grupos móveis de fiscalização (formados por fiscais do Ministério do Trabalho, policiais federais e procuradores do Ministério Público do Trabalho). 1.368 fazendas foram fiscalizadas em 364 operações (de acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho – OIT e ONG Repórter Brasil).

Trilhas da liberdade

Desenvolvido em Vargem Grande/MA, o projeto Trilhas de Liberdade tem, entre seus objetivos, o combate ao trabalho escravo, relacionando-o às estratégias de Desenvolvimento Solidário e Sustentável através do Programa de Economia Popular Solidária (EPS), realizado pela Cáritas Brasileira Regional Maranhão em parceria com a CRS Brasil.

O problema central enfrentado pelo projeto é a vulnerabilidade dos/as trabalhadores/as ao trabalho escravo, das comunidades atendidas no município (Vila Ribeiro e Riacho do Mel), por diversos motivos: precariedade dos sistemas produtivos, pouco uso de tecnologias adequadas, baixa consciência agroecológica etc. Que alternativas são viáveis para a mudança desse cenário? É o que se discutirá no seminário “Economia Solidária combatendo o Trabalho Escravo no Baixo Parnaíba”,