Fonte: Agência Adital

Na abertura da oficina sobre economia solidária, organizada pela Confederação Nacional de Organizações Camponesas, Indígenas e Negras (Fenocin), o ministro da Economia e Finanças, Ricardo Patiño, anunciou a criação da Subsecretaria de Economia Solidária que estará vinculada à Secretaria que está a seu cargo. O ministro pediu ajuda aos pequenos agricultores.

De acordo com a informação da Fenocin, a idéia é definir algumas linhas de política econômica, para que tudo se respalde a partir do Estado e com isto o Ministério da Economia possa dar apoio a todas as atividades da pequena produção e, particularmente, da produção e comercialização associativa.

O ministro falou que um dos componentes de trabalho da Subsecretaria de Economia Solidária será o desenvolvimento local e o apoio à atividade associativa; além disso, se trabalhará nas propostas de fortalecimento da micro-finanças, de apoio à capacitação, melhoramento tecnológico e da comercialização.

Ele explicou, ainda, que esta Subsecretaria definirá as linhas e coordenará com as instituições como o Banco Nacional de Fomento, a Coorporação Financeira Nacional, os organismos de apoio financeiro, a Rede Financeira Rural, Federação de Cooperativas de Economia e Crédito do País, para que respaldem à pequena produção, especialmente a produção associativa, comunitária e cooperativa que permitam desenvolver valores, não só ter um melhor nível econômico e sim os valores morais e de solidariedade coletiva.

Por sua parte, o presidente da Fenocin, Pedro de la Cruz, felicitou o governo pela criação da Subsecretaria, e afirmou que na oficina de Economia Solidária, na qual participam dirigentes das organizações de base, se planejarão algumas idéias para que sejam aceitas e beneficiem a pequena e média produção agrícola e artesanal do país.

“Acreditamos que viver no campo e nas comunidades rurais todavia é factível, e muito mais, quando se pensa em impulsionar processos que beneficiem ao indígena e ao camponês”, afirmou.

A Federação reivindicou a necessidade de fortalecer uma relação estratégica entre o campo e a cidade para que se respeite o camponês como tal e que ele não seja tratado como um mendigo.

O presidente acrescentou que por falta de apoio do Estado, muitos saem para as cidades para pedir esmolas, e os citadinos acreditam que todos os camponeses e indígenas são mendigos. Acrescentou que historicamente os camponeses e indígenas contribuem para o desenvolvimento urbano e rural.