Fonte: http://www.cooperativismopopular.ufrj.br/index.php

O evento “ECO Social: quando a comunicação e a cidadania se encontram” ocorrido no dia 23 de novembro, na Praia Vermelha, teve como principal objetivo discutir a responsabilidade da Escola de Comunicação no desafio da inclusão social, a participação do estudante e do professor de universidade pública como atores de transformações sociais. A fim de aprofundar essas questões, houve a apresentação de trabalhos desenvolvidos por alunos e professores da Escola de Comunicação (ECO/UFRJ).

O ECO Social é um projeto organizado pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, da Coppe (ITCP/UFRJ) e tem o apoio do Centro Acadêmico e da Extensão da Escola de Comunicação (ECO/UFRJ).

A Incubadora de Cooperativas, criada em 1996 pela COPPE/UFRJ, busca auxiliar a constituição de cooperativas, tendo como meta promover a inserção de trrabalhadores no mercado formal de trabalho. Um dos idealizadores do evento, Felipe Siston, estagiário da ITCP desde março de 2006, explica que o “ECO Social se propõe a criar novas formas de trabalho estruturado no cooperativismo, gerar a noção de cooperação em contraposição a competição, pois a idéia é integrar e incluir ao invés de excluir”. As cooperativas populares são organizações de ajuda mútua, formadas por trabalhadores economicamente marginalizados ou desempregados, que se associam voluntariamente e contribuem de forma igualitária visando à geração de trabalho e renda. O trabalho em cooperativas populares possibilita a transformação da realidade social excludente.

No período da manhã houve o lançamento do programa ECO Social, com gravação e transmissão ao vivo, diretamente do auditório do CFCH pela internet no Portal do Cooperativismo Popular (www.cooperativismopopular.ufrj.br). Os convidados do programa foram a professora da ECO, Ilana Strozenberg (doutora em Comunicação e Cultura) e Luiz Carlos Santiago, integrante do movimento de catadores de material reciclado e também colaborador do portal do cooperativismo popular. “A proposta é começar a discutir com os movimento sociais dentro da universidade” diz Felipe Siston.

Paralelamente ao evento na Praia Vermelha, foi organizado um mutirão para coleta de material reciclado no campus do Fundão, ao mesmo tempo que foi exibido o documentário “Estamira”, no hall do prédio da Reitoria.

Com a questão “o que é cidadania?”, Felipe Siston deu início ao programa transmitido ao vivo pelo portal do cooperativismo popular na internet. Ele pôs em discussão o tema sobre a responsabilidade social da universidade pública na inclusão e promoção da cidadania.

Ilana Strozenberg falou sobre a importância da comunicação para ampliar a circulação de informação e dar expressão a diversas vozes de diferentes contextos: “quem não comunica não tem visibilidade”. E ainda acrescentou que a mudança é possível através da cultura, “a cultura é tudo aquilo que orienta a conduta social, a mudança passa pela cultura – valores, formas de pensar, imaginário social. Quando a gente muda isso, a gente também muda a realidade. É importante reconhecer que existe uma diversidade de manifestações culturais; e o convívio de culturas deve se dar de forma harmônica”. Para ela, a universidade pública, democrática e aberta, deve ser pensada como um espaço de diálogo e produção de conhecimento.

Luiz Santiago comentou sobre sua experiência e o convívio com a universidade e da importância da ação transformadora da instituição. “Eu só tenho a agradecer a parceria com a UFRJ, acredito muito no papel da universidade e na sua ação de transformação”, ressaltou Luiz e ainda aborda a questão da cidadania “ela é uma construção responsável e positiva perante a sociedade, não deve ser para poucos e sim para todos; nós temos que construí-la dia a dia”. Para ele, a inclusão deve ser de oportunidades, “é essa inclusão que nós queremos: não é esmola e sim receber pelo nosso trabalho”.

Aprenda mais sobre a Incubadora Tecnológica e o cooperativismo popular acessando:www.itcp.coppe.ufrj.br e www.cooperativismopopular.ufrj.br.