Um debate profundo sobre conjuntura política só entre mulheres, uma avaliação crítica densa sobre o projeto desenvolvido pelo GT de Mulheres do FBES e uma reflexão sobre a perspectiva feminista dentro do movimento da economia solidária.

Foi este o cenário do encontro de encerramento do projeto “Economia solidária e feminista como estratégia para autonomia e auto-organização das mulheres”, um projeto do FBES executado pela Cáritas Brasileira junto à Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República. Realizado em Brasília/DF, no Retiro Assunção, entre os dias 08 e 10 de setembro de 2016, o encontro reuniu cerca de 30 mulheres envolvidas no curso à distância sobre economia solidária e feminista desenvolvido por meio do projeto.

A partir de ampla mobilização realizada pelo GT de Mulheres do FBES e pela equipe do projeto, o curso envolveu cerca de 50 tutoras e mais de 500 mulheres inscritas na plataforma, com representação de todos os estados do País.

Foram realizadas duas edições do curso, uma para tutoras e outra para as cursistas, as quais foram disponibilizadas na plataforma de ensino à distância http://ead.cirandas.net. Houve uma etapa preparatória/experimental dos cursos iniciada dentro do próprio site do Cirandas no 2º semestre de 2015, a partir das ferramentas de interação oferecidas pelo site, com disponibilização de materiais e apresentação de atividades iniciais. Já as duas edições na plataforma EAD ocorreram entre abril e setembro de 2016.

O curso, cujos materiais foram levantados e sistematizados coletivamente pelas mobilizadoras nacionais e estaduais do projeto, permitiu ampla interação e troca de experiências entre as participantes e rendeu boas iniciativas de encontros presenciais locais. O projeto também permitiu a abertura e fortalecimento de interlocução junto a outros importantes coletivos, como a Rede de Economia Solidária e Feminista (RESF) e o GT de Mulheres da Unicafes (União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária).

Com ciranda, carimbó, cantoria, roda de samba, muita conversa debaixo das árvores e a riqueza de olhares e perspectivas de povos de terreiro, indígenas da Amazônia, da mulherada arretada do sertão potiguar, a garra das compas sulistas, a experiência e a sabedoria das mulheres já com vida longa de pesquisa e militância, o encontro de encerramento do projeto refletiu o espírito da luta da militância da economia solidária e feminista, fazendo um balanço das conquistas e dificuldades e traçando os rumos para a continuidade da mobilização.

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