Sobre a transposição e o semi-árido*
Fonte: Artigo de Roberto Malvezzi**
Uma das dificuldades maiores no debate sobre a transposição do rio São Francisco é deparar com pessoas que ainda tem uma velha e obsoleta visão do que seja o semi-árido brasileiro. Normalmente essas pessoas repetem argumentos da velha indústria da seca e consideram o semi-árido como uma “região feia, seca, inviável, cujo problema central é a falta de água”. As pessoas repetem a esmo essas afirmações, sem se darem conta que estão apenas repetindo o velho discurso das oligarquias nordestinas, que sempre construíram seu poder a partir da sede e da fome do povo. Por isso, muitos artigos publicados em defesa da transposição não tinham sequer o conhecimento básico sobre o semi-árido para um diálogo construtivo.
Bem, aí é nosso dever, já que estamos envolvidos e defendemos outras propostas para o sertão. Temos perdido essa guerra para o rolo compressor do governo e seu marketing, mas também temos ampliado a difusão de nossas propostas. O governo tem pago e vai pagar um alto custo, inclusive eleitoral, por sua opção.
Há uma nova concepção do semi-árido, antagônica ao velho discurso das oligarquias, que traduz o confronto mortal entre dois modelos. A nova concepção do semi-árido – que chamamos de convivência com o semi-árido -começa de seu rico potencial. Essa região tem uma excelente pluviosidade – em se tratando de semi-árido -, com uma média anual de 750 mm que caem sobre um território de quase um milhão de Km2. Significa a precipitação de praticamente 750 bilhões de metros cúbicos por ano. Temos infra-estrutura para armazenar apenas 36 bilhões de metros cúbicos, ou seja, apenas 5%. Portanto, fundamento número um, teremos que ampliar a malha de captação dessa água em reservatórios que não permitam sua evaporação.
Fórum divide para multiplicar
Fonte: www.brasildefato.com.br
Organizações e movimentos sociais promoveram Dia de Ação Global por todo o planeta
“A minha avaliação é de que foi muito positivo fazer o Fórum descentralizado neste ano. Nos fóruns centralizados, mundiais e nacionais, nem todo mundo pode participar. Muito mais gente se interessou nesse processo”, afirma, satisfeito, Chico Whitaker, integrante do conselho internacional do Fórum Social Mundial. Ele destaca a amplitude comunicacional possibilitada pela divisão das manifestações entre as cidades do mundo, o que conferiu, na sua visão, uma maior visibilidade para as ações. Num balanço geral, Whitaker acredita que este foi um ano de muito aprendizado.
Muitos aprenderam que em Belém (PA), daqui a um ano, provavelmente o tempo estará chuvoso, como foi no Dia de Ação Global, 26 de janeiro deste ano, mas não o bastante para aplacar o ânimos das mais de seis mil pessoas que, por meio de um grande cortejo político-cultural, encerraram os cinco dias de mais de 40 atividades na capital do Pará. As oficinas, palestras, plenárias e vídeos, entre outras ações, ocorreram também em mais 47 cidades brasileiras, além das manifestações por mais de 80 países do globo terrestre. A descentralização serviu para levar o FSM a diferentes regiões e para dar oportunidade a participantes que teriam dificuldade de cobrir os custos de deslocamento até locais mais distantes.
Em mais uma edição do FSM, a oitava, destacaram-se os cerca de dez mil cariocas que circularam pelas sete tendas temáticas espalhadas no parque do Flamengo – cada qual com um tema especial como a economia solidária, artes cênicas, audiovisual e a tenda das idéias. Estiveram presenteso dramaturgo Augusto Boal, o teólogo Leonardo Boff e o músico Tico Santa Cruz.
A mobilização em São Paulo foi marcada por atos em diferentes pontos da cidade, com destaque para a encenação anticapitalista protagonizada por integrantes de movimentos sociais no Centro. Um diferencial em relação às edições anteriores foi a intensa troca de experiências entre as diversas cidades participantes ao redor do mundo. O participante do Fórum em São Paulo, por exemplo, poderia se inteirar sobre a situação da Palestina por meio de uma videoconferência realizada por Jamal Juma, coordenador do movimento Stop the Wall. Ele falou sobre o ativismo na área ocupada e os últimos acontecimentos na região. Palestinos, judeus, brasileiros, africanos, coreanos; por todo o mundo ressoavam suas vozes regionais e ao mesmo tempo globais sobre as necessidades dos povos do planeta.
MTE investe na qualificação da mulher para diminuir desigualdade de renda
Fonte: www.mte.org.br
Homens ainda recebem salário maior do que as mulheres. O que já se sabia informalmente se confirma a partir da análise dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o levantamento, ano-base 2006, a remuneração média de um trabalhador do sexo masculino foi de R$ 1.327,08, enquanto as mulheres receberam R$ 1.103,47 – 16,8% a menos.
Davos e Fórum Social Mundial frente ao furação
Fonte: www.fase.org.br
No dia 26 de janeiro, enquanto se mobilizam no mundo inteiro os movimentos sociais que lutam pela superação da hegemonia neoliberal e pela abertura de caminhos alternativos aos rumos desastrosos da globalização capitalista, os representantes do capital financeiro e das transnacionais, bem como muitos dos seus prepostos e porta-vozes nos governos e organismos financeiros multilaterais, estarão em Davos, encerrando a reunião anual do Fórum Econômico Mundial (iniciada no dia 23).
Este ano eles estão lidando com uma pauta bem diversa daquela prevista pelos organizadores desse fórum de reflexão e articulação dos detentores do poder econômico e político em escala mundial. O tema agendado era “competir colaborando”, mas a verdade é que depois de dois dias terríveis para as bolsas em todo o mundo, o Fórum de Davos será marcado pela sombra da recessão nos EUA, provocada pela crise do crédito imobiliário de alto risco. Segundo o mega-investidor (e especulador) George Soros, esse “furacão financeiro” assinala o fim de uma era de expansão do crédito baseada no dólar como moeda de reserva internacional.Segundo ele, “trata-se de um furacão maior do que qualquer outro ocorrido desde o fim da Segunda Guerra Mundial”. Com seu habitual realismo e franqueza brutal, Soros desfaz as ilusões dos fundamentalistas de mercado, ressaltando o fato de que os mercados tendem para o desequilíbrio e que, deixados à própria sorte (isto é, sem a intervenção das autoridades financeiras) “tendem a extremos de euforia e desespero”. Evidentemente essa crítica, de quem conhece por dentro o funcionamento do sistema, não incorpora uma visão crítica sobre o pano de fundo da euforia anterior, a saber a barbárie capitalista, com a sua seqüência de guerras, violações generalizadas de direitos, destruição de países inteiros e desastres ambientais que ameaçam a própria sobrevivência do planeta.
I Foro Internacional “Rol de la iglesia frente a la exclusión social”
Fonte: Alfonso Cotera (alfonsocotera@yahoo.com)
Líderes de diversas opciones de fe, de instituciones de gobierno, organismos internacionales y de la sociedad civil de Perú y América Latina, se reunirán el próximo viernes 8 de febrero en el Hemiciclo Raúl Porras Barrenechea del Congreso de la República a exponer sus experiencias y propuestas para hacer frente a los altos niveles de exclusión social existentes en América Latina, el continente con mayor nivel de desigualdad en el mundo actualmente.
Livro aborda as experiência das fábricas recuperadas na América Latina
Fonte: www.expressaopopular.com.br
Henrique Tahan Novaes lança seu livro “O fetiche da tecnologia: a experiência das fábricas recuperadas”, disponível no site da Expressão Popular www.expressaopopular.com.br. Em sua obra o autor explora alguns caminhos possíveis da apropriação coletiva dos meios de produção nas “fábricas recuperadas” na América Latina.
Mídia e poder na América Latina
Fonte: Por Venicio A. de Lima
Foram recentemente divulgados os resultados da pesquisa Latinobarómetro 2007 que é realizada há 12 anos pela Corporación Latinobarómetro, uma ONG chilena com sede em Santiago que pretende medir “as percepções dos latino-americanos a partir de sua realidade econômica e social”. Este ano foram feitas 20.212 entrevistas, entre 7 de setembro e 9 de outubro, cobrindo uma amostra representativa da população de cada um dos 18 países da região (exceto Cuba), cerca de 527 milhões de habitantes.
Abelhas nativas fazem dispersão de sementes
Fonte: Grupo Colméias (colmeiasbrasil@yahoo.com.br)
Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) conseguiram descrever como abelhas sem ferrão do gênero Melipona contribuem para a dispersão de sementes de angelim-rajado (Zygia racemosa), espécie presente na vida do ribeirinho e de alto valor comercial. Esse é o terceiro caso no mundo, comprovado cientificamente, de melitocoria, a dispersão de sementes de plantas por abelhas.
BNB firma convênios para projetos científicos e tecnológicos
Fonte: www.infonet.com.br
O Banco do Nordeste assinou na última sexta-feira, 25, os projetos aprovados pelo Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci) em 2007, na superintendência do banco em Sergipe. Foram aprovados 14 projetos no Estado no valor de R$ 664.610.
Plenária do Fórum Goiano também produz poesia
Fonte: Secretaria Executiva do FBES O Fórum Goiano de Economia Solidária também realizou seu debate estadual rumo à IV Plenária Nacional. O encontro foi em Goiânia, entre os dias 25 e 27/01 (sábado e domingo). Além dos debates sobre o FBES, sua estrutura e forma de...
Fóruns de Rondônia, Alagoas, Paraná e Amapá iniciam hoje suas Plenárias Estaduais
Fonte: Secretaria Executiva do FBES A IV Plenária Nacional de Economia Solidária se aproxima. O encontro será em Brasília, com data prevista para 27,28,29 e 30 de março. Desde o final de 2006 mobilizações por todo o país (reuniões, grupos de estudos, encontros...
Começa hoje Plenária Estadual do Fórum Paranaense de Economia Solidária
Fonte: Secretaria Executiva do FBES e Secretaria Executiva do Fórum Paranaense de Economia Solidária
Inicia-se hoje, dia 29.01, às 14horas, a Plenária Estadual do Fórum do Paraná. O evento faz parte da agenda de preparação rumo à IV Plenária Nacional de Economia Solidária. O encontro acontece no Hotel Centro Europeu, Rua João Negrão, nº 780 (próximo à Rodoviária de Curitiba). Estão previstos na programação debate sobre os eixos da IV Plenária; sobre a estrutura e funcionamento do FBES e ao final, representantes serão eleitos para o encontro nacional, marcado para março de 2008.
Fórum do Mato Grosso rumo à IV Plenária Nacional de Economia Solidária
Fonte: Secretaria Executiva do FBES e Comissão Organizadora Nacional da IV Plenária O Fórum de Economia Solidária do Mato Grosso realizou nos últimos dias 26 e 27 de janeiro sua plenária estadual, encerrando a preparação para a IV Plenária Nacional de Economia...


