Resgatando a história do Fórum Brasileiro de Economia Solidária

O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) está organizado em todo o país em mais de 160 fóruns municipais, microrregionais e estaduais, envolvendo diretamente mais de 3.000 empreendimentos de economia solidária, 500 entidades de assessoria, 12 governos estaduais e 200 municípios pela Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária.

Linha de Tempo

Criação dos Fóruns Estaduais

Em 2003, o Fórum Social Mundial aconteceu em janeiro, em Porto Alegre/RS, e foi o ponto de referência para mobilizações, encontros e construção de estratégias do campo da Economia Solidária. A II Plenária Nacional aconteceu nesta ocasião e foi coordenada pelo GT Brasileiro de Economia Solidária. Estiveram reunidas cerca de 800 pessoas, entre elas representantes internacionais da área. O intuito de criar uma instância nacional se fortaleceu e, pela primeira vez, foi construída uma agenda de mobilização nacional, envolvendo estratégias de discussão pelos estados a fim de debater a composição permanente de um espaço nacional. Em junho/2003 foi realizada a III Plenária Brasileira de Economia Solidária. Contou com processo preparatório de mobilização em 17 estados e teve a participação de 900 pessoas de diversas partes do país. Foi neste evento que foi criada, de forma definitiva, a denominação Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). A Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) foi constituída pouco antes da ocasião. O FBES saiu da III Plenária com a incumbência de articular e mobilizar as bases da Economia Solidária pelo país, em torno da Carta de Princípios e da Plataforma de Lutas, aprovadas na oportunidade. Além de se definir a composição e funcionamento do FBES, foi iniciado o processo de interlocução do FBES com a SENAES com o compromisso de promover um intercâmbio qualificado de interesses econômicos, sociais e políticos, em uma perspectiva de superar práticas tradicionais de dependência, que tanto têm comprometido a autonomia necessária ao desenvolvimento das organizações sociais. O evento também desencadeou a criação dos fóruns estaduais e regionais que puderam garantir, por sua vez, a realização do I Encontro Nacional de Empreendimentos de Economia Solidária no ano seguinte. Neste processo, a Economia Solidária foi desafiada a gerir abastecimento, comercialização, trabalhar com moeda social, promover rodadas de negócio, realizar feiras em todos os estados, fazer campanha de consumo consciente, comércio justo e solidário, constituir redes, cadeias produtivas, finanças solidárias, trabalhar no campo do marco legal (em especial, com a lei geral do cooperativismo e cooperativa de trabalho).

Assista aos vídeos.

Acesse a Carta Política Final. (documento e vídeo)

Acesse o Relatório Final da V Plenária.

O GT de Mulheres do FBES

O Grupo de Trabalho de Mulheres do FBES constituiu-se como desdobramento do GT de Gênero, o qual foi criado após articulação ocorrida na IV Plenária Nacional e reuniu-se pela primeira vez durante a VIII Reunião da Coordenação Nacional do FBES, em novembro de 2008. Três anos depois, durante a X Reunião da Coordenação Nacional do FBES, realizada em agosto de 2011, houve uma proposta de alteração da denominação do GT, que foi levada à votação, sugerindo a mudança de GT de Gênero para GT de Mulheres, a qual causou grande discussão entre os presentes. O placar da votação definiu-se em: 20 gênero, 26 mulheres e 3 abstenções. Dessa forma, definiu-se pelo nome GT de Mulheres e que sua composição seria exclusivamente de mulheres, para que elas pudessem planejar sua representação, atuação e incidência nos espaços do FBES e articulações externas.

Diversas propostas do GT foram consolidadas no documento Mulheres Rumo à V Plenária Nacional de Economia Solidária.